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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cecília - uma história de amor e música



Há alguns anos me caiu em mãos esta pequenina estampa que de alguma maneira, me cativou:
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Achei-a tão graciosa e tão diferente de outros santos, que gravei-a na memória: era Santa Cecília. Eu jamais faria qualquer ligação entre aquela imagem e esta, que tive acesso hoje:
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Descobri pelo facebook, quando um amigo que é padre postou a imagem dela caída, com a chamada: Hoje é dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos.
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Menina, como fostes parar neste chão, jogada entre soldados?
Filha de um senador romano muito rico, ela viveu por volta do ano 180 (cento e oitenta mesmo) depois de Cristo. Escavações Arqueológicas encontraram seu corpo incorrupto na posição em que se encontrava no momento de sua morte, oitocentos anos depois.  Ao lado da Santa acharam os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.
Cecília foi condenada por ser católica, além de converter o marido Valeriano e seu cunhado, Tibúrcio. Turcius Almachius, prefeito de Roma, teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da formal recusa, foram condenados à morte e decapitados.
Cecília também foi levada ao tribunal. Naquela época quem fosse condenado, tinha todos os seus bens confiscados... e eles sabiam que Cecília era muito rica. Só não sabiam de um detalhe: ela havia doado toda a sua riqueza para os pobres. Reunia todos numa praça, toda a semana e ia distribuindo aos poucos. Ali estava a sua riqueza! Almachius sabendo disso, ficou mais furioso ainda e exigiu que ela rendesse culto aos deuses dele.
De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo, que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses. O prefeito Almachius ficou enlouquecido. Como parar essa menina?
Almachius recorreu então à pena capital." Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara o restante dos bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte". Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.
Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem. Seu corpo continua incorrupto, como no dia de sua morte, deixando a ciência sem respostas...
No corpo caído podemos perceber três dedinhos apontados, confirmando sua fé na Santíssima Trindade. Morreu cantando.
Querida Santa Cecília, rogai por nós. Acrescento: Canta para nós! Pois necessitamos muito de gestos de amor e delicadeza nos dias de hoje...
Finalizo com esta linda imagem dela tocando para o Menino Jesus e Nossa Senhora:
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sábado, 19 de março de 2016

Pequenas exortações, grandes gestos de amor


 
Próximo de Jesus e de Maria, São José é Estrela de primeira grandeza no Céu...
Em uma aparição a Santa Margarida de Cortona, disse Jesus:

“Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te não deixeis passar um dia sem render algum tributo de louvor e de bênção ao meu pai adotivo São José, porque me é caríssimo.”
Vale muito a pena ler esse testemunho de Santa Teresa D´Avila, doutora da Igreja:
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus... De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida.”
Quando penso em São José, penso em pureza. Em inocência e obediência. Penso em anjos. E como fico feliz em morar em uma cidade chamada São José, que faz parte da grande Florianópolis. Quisera eu, poder transmitir a todos o carinho especial que tenho por esse santo, que o próprio Deus escolheu para ser seu pai adotivo. Recomendo a São José todos os meus amigos bloguistas e a todos os que por aqui passarem. Façam uma amizade com ele. Vale a pena...
E por falar em anjos, termino a postagem com alguns lindos anjos de Laurie S Hein, que considero belíssimos. São todos com aspectos de crianças, inocentes e puros, como São José:

 
anjos decoupage laurie
 
 
anjos-decoupage-laurie
 
 
 
 
anjos decoupage laurie
 
 
 
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anjos decoupage laurie
 
 
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Laurie Snow Hein art
 
 

Laurie Snow Hein art
Laurie Snow Hein art

anjos decoupage laurie

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Uma linda história de amor - Santa Ágata



"Quinciano, em uma palavra, tu poderás tirar-me a vida, mas não poderás arrancar-me a fé."

Santa Ágata ou Águeda foi a primeira das quatro principais virgens e mártires do Ocidente celebradas na Igreja. Nasceu em no ano de 230, na Sicília.
Sua família era uma das mais nobres da Sicilia, sendo que seus pais  criaram a menina em toda piedade cristã, esforçando-se em dar uma educação correspondente a seu nobre nascimento.
Desde criança, Ágata era extremamente inteligente.  Uma menina rica, e conhecida por ser a jovem de maior beleza naquele tempo. Porém, o que mais chamava a atenção das pessoas, era sua grande virtude e fineza de espírito.
Cedo fez voto de não ter outro esposo além de Jesus Cristo, consagrando sua virginidade. Desde sua infancia era o exemplo e a admiração de todas as donzelas.
Não pode ver sem muita irritação tanta virtude o inimigo comum de nossa salvação. O demônio, furioso, promoveu furiosas tempestades, para que naufragasse nelas seu voto e sua constância.
Atraídos pela sua beleza, afluíram incontáveis cavaleiros, jovens de todas as regiões, porém o coração de Ágata estava apaixonado por Jesus Cristo. 
Até que certa vez, estando Ágata na região da Catania,  o governador da Sicília, Quinciano, ouviu falar do extraordinario mérito e das raras prendas que adornavam a terna serva de Jesus Cristo.
Quis conhecê-la, e pela relação que lhe fizeram assim de suas grandes riquezas como de sua singular beleza, se resolveu desde logo a pretendê-la por esposa.
Quando Ágata teve noticia da ordem do governador, compreendeu com fé, que o Senhor havia aceitado o sacrificio que ela lhe havia feito de sua vida, e acreditou firmemente que havia chegado o tempo de cumprir-se.
Encerrando-se em seu quarto; e cheia de alegria com a esperança de juntar a coroa de mártir a de virgem, fez ao senhor esta oração fervorosa:
Senhor meu Jesus Cristo, meu Deus e meu divino Esposo, bem conhecidos são os meus pensamentos; Vós sois meu único Dono, e Vós o sereis eternamente: ninguém jamais irá dividir convosco o império. Esposa vossa sou, livrai-me deste tirano; ovelha vossa sou, defendei-me deste lobo. Senhor, concedei-me a graça de que seja sacrificada como humilde vitima, que esta consagrada a Vos desde que a razão e a libertade me permitiram a felicidade de fazer este voto. A hora do sacrificio se acerca; inclinai, Senhor, vossos ouvidos a piedade ardente de meus amorosos votos.
Acabada a oração,  tomou o caminho de Catania. Em todo ele não ocupou seu pensamento a não ser em considerar que felicidade tão grande era a de derramar a sangue por amor de Jesus Cristo; a viagem era uma oração continua, e alentado o coração com nova confiança, assim caminhava à morte, como fosse caminhando a um triunfo.
O imperador Decio acabava de publicar editos severos e terriveis contra os cristãos. Pareceu a Quinciano que esta era uma excelente situação para conseguir seus objetivos, obrigando a Santa a ser condescendente com eles, ou a renunciar a religião cristã.
Ao vê-la, ficou tão cegamente facinado por sua beleza, que, não tendo valor para falar como juiz, se contentou com entregá-la a uma senhora, chamada Afrodisia, cuja profissão era enganar as donzelas. Não podia o tirano condenar a nossa Santa a suplicio mais cruel, nem que a causasse mais horror, nem é possível declarar quanto teve que padecer a purissima donzela de solicitações importunas, de tratamentos durissimos, de desprezos e de ultrajes pelo espaço de um mês que esteve naquela infame casa.
Não fazia mais que derramar seu coração na presença de Deus, nos olhos um precioso pranto, e na boca suspiros e orações, suplicando que não a desamparasse em tempestade tão forte.
Deu-se por vencida a maligna solicitação de Afrodisia, e, passando ao palacio de Quinciano, lhe deu o ultimo desengano, declarando que antes abrandaria a obstinação de um diamante, que conseguir fazer o mal no coração de Ágata; porque, senhor, concluiu a perversa senhora, esta donzela é cristã;  que esperança pode haver de pervertê-la?
Ao ouvir estas palavras mudou de afetos o peito do governador, e apoderando-se a loucura, ou coragem e o furor do lugar que antes ocupava o amor cego, jurou pelos seus deuses pagãos que havia de fazê-la padecer os mais terriveis tormentos. Mandou-a comparecer diante de si, e, lançando centelhas de ódio pelos olhos, perguntou como se chamava e de que familia era.
Meu nome é Ágata, respondeu a Santa, e minha familia a conheces muito bem; assim não podes ignorar quem seja eu.
Pois como, replicou Quinciano, havendo nascido livre e de casa tão ilustre, te tens querido acostumar com a miserável condição dos escravos?
Se ser serva de Jesus Cristo é ser escrava, respondeu a santa donzela, desde logo faço gloriosa vaidade desta nobre escravidão; porque não conheço nem maior nem ainda verdadeira nobreza senão a de servir a este Senhor.
Insistiu o governador para que sacrificasse aos deuses do império, ameançando que, se não o fizesse espontaneamente, seria obrigada com o rigor dos tormentos.
Tu queres, disse a Santa, que eu sacrifique aos deuses do império; mas não me disse que deuses são esses? Um pedaço de madeira, ou uma coisa feita de mármore que poliu o artifice em estátuas; um Júpiter que, segundo vossas mesmas histórias, não fez mais proezas que escandalizar o mundo com suas maldades; uma Vênus que te envergonharias em ter uma mulher que se parecesse a ela.
Irritado Quinciano com uma resposta tão discreta como animada, mandou aos soldados que dessem naquele lindíssimo rosto, cruéis bofetadas; e não se atrevendo então a passar adiante com o interrogatório, ordenou que a encerrassem em uma obscura prisão, na grande esperança de obrigá-la a renunciar a fé, com intenção de colocá-la nos mais horríveis tormentos.
No dia seguinte a fez comparecer uma segunda vez ante seu tribunal, e, dissimulando o furor com a ternura, perguntou com carinho artificioso se havia pensado seriamente em olhar por si e em salvar sua vida.
E disse para a Santa: -pois, filha minha, renuncia logo a Jesus Cristo, replicou o tirano.- Que chamas renunciar a Jesus Cristo?, respondeu intrépidamente a santa donzela: pelo mesmo que tem pensado com a maior seriedade em salvar minha vida, não posso renunciar a Jesus Cristo, porque esse senhor é minha vida. Esse é minha saúde, Esse é meu único dono. Quinciano, não penses que tuas ameaças nem teus tormentos hão de fazer-me titubear. Não se lança com maior ansia a uma fonte de agua cristalina ele o sedento cervo abrasado do calor e da sede, que a que eu tenho de dar a vida por aquele doce Salvador que me redimiu até derramar a ultima gota de seu sangue. Afia a espada, acende o fogo: nada bastará que me separe daquele dulcissimo Dono a quem amo mais que a mim mesma.
Quinciano, em uma palavra, tu poderás tirar-me a vida, mas não poderás arrancar-me a fé.
Podemos imaginar quão furioso ficou o tirano ao ouvir uma resolução tão generosa. Mandou que a torturassem para que seu delicado corpo fosse esmagado, que quebrassem aqueles virginais ossos com bastões pesados, que rasgassem aquelas purissimas carnes com garfos, e abrasassem aqueles ternos costados com pranchas de metal fundidos.
Tantos, tão cruéis e tão repetidos tormentos, que, atropelando-se uns a outros, estremeciam e enchiam de horror aos circunstantes, e ainda aos gentis mesmos... os padecia nossa Santa, não somente com heróica constancia, mas sim com indizivel alegria.
Crescia a loucura de Quinciano ao passo que ia subindo de ponto o invicto sofrimento de nossa Ágata; e não contente com a  crueldade de cortar seus virginais seios, chegou a barbárie de manda-los retirar.
Não cedeu a santa donzela a uma dor tão vergonhosa como cruel, e somente se contentou com repreendê-lo modestamente por aquela espécie de horrível desumanidade, protestando que não por isso faria nela menor sua firmeza. Seus virginais seios foram arrancados com tenazes.
Achando-se tão envergonhado Quinciano de ver-se vencido por aquela donzela terna, que pela segunda vez a mandou encerrar no cárcere, com ordem de que a deixasem morrer ali de suas feridas.
Apenas entrou Ágata no calabouço, quando uma celestial luz desterrou sua obscuridade, banhando-a de resplendor. Deixando-se ver em meio dela o glorioso apóstolo São Pedro, que a curou milagrosamente. Chegou a notícia à Quinciano, que a mandou comparecer uma terceira vez ante seu tribunal;
Sem dar-se por entendido da milagrosa cura, que os gentis atribuiram sempre a efeito de feitiçaria, sentenciou-a a tormentos mais cruéis que os passados, se ela não fizesse sacrifícios para os deuses pagãos.- Como nem no Céu nem na Terra, replicou a Santa, reconheço outro Deus além do que eu sirvo, nunca me resolverei a dobrar a outro os joelhos.
Ao ouvir estas palavras, revestido de novo furor o tirano, mandou que desnudassem e a a arrastassem primeiro por brasas acesas, e depois por pontas e cascos de vasilhas feitas em pedaços.
Apenas se deu principio a execução, quando estremeceu a cidade com um espantoso terremoto; ruiram muitos edificios, veio abaixo uma parede que matou Silvano, conselheiro, e a Falcão, amigo de Quinciano, principais autores de sua crueldade e atiçadores ambos de sua ira.
Assustou-se o povo, e o governador precisou fugir para assegurar sua vida. Ágata foi levada para o cárcere, e ao entrar nele fez a Nosso Senhor a oração seguinte:
Deus poderoso, Deus Eterno, que pelo puro efeito de tua misericórdia infinita quiseste tomar sobre tua especial amorosa proteção a esta tua humilde serva desde que se achava nos primeiros sofrimentos, preservando-a do contagioso amor do mundo, para que meu coração ardesse unicamente no puríssimo incêndio de teu amor;
Salvador meu, Jesus Cristo, que tens querido conservar-me em meio de tantos tormentos para maior glória de teu Nome, e para confusão vergonhosa do poder das trevas, digna-te de receber minha alma na eterna feliz estância dos bem-aventurados; esta é a ultima graça que peço, e que firmemente espero de Tua infinita bondade. Ao dizer isto, expirou.
Era o dia 5 de fevereiro de 251. Quando os cristãos levaram o virginal vitorioso corpo, e lhe deram sepultura na cidade de Catânia, com toda a veneração que correspondia a tão ilustre martírio.
Conta a tradição que um ano após sua morte, o Etna teria entrado em erupção, despejando um mar de lava em direção a Catânia. Então os habitantes teriam colocado um véu que cobria a sepultura de Ágata diante do fogo que parou imediatamente, poupando a cidade.
Oração a Santa Ágata
Nós imploramos a Vós, Ó Senhor, para nos dar o perdão de nossos pecados pela intercessão de Santa Agata, virgem e mártir, que estava sempre agradando a Vós, pela sua castidade e pela suas virtudes.
Ó ilustre virgem e mártir, Santa Agata, me guarde e me mantenha prostrado diante do trono onde a colocou Jesus e a onde mais venha a te agradar.
Cheia de confiança na tua proteção, eu peço a ti e a São Pedro, que a visitou na sua mais dolorosa hora, intercedam por mim junto a Cristo e que do mais alto dos céus, se dignem a lançar um olhar piedoso para este humilde servo. Esposa de Cristo, me sustente no sofrimento, fortificai-me nas tentações, protegei-me nos perigos que me rodeiam, e obtenha as graças necessárias para mim, para a maior gloria de Deus e para a salvação de minha alma, em particular a graça especial de........(especifique aqui o seu pedido).
E acima de tudo, me assista na hora da minha morte Santa Agata, poderosa junto a Deus, orai por nós.
Ó, Santíssima Trindade, nós agradecemos pelas graças que concedestes à Piíssima Santa Agata, e através da sua intercessão imploramos a Vossa misericórdia e a salvação de nossa alma, apesar de todas as nossas misérias, fraquezas e iniquidade. Amém

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

São Bento, rogai por nós


SÃO BENTO QUEBRA COM O SINAL DA CRUZ UMA TAÇA COM VINHO ENVENENADO
Com a divulgação da fama de sua vida de santidade, tornou-se logo célebre seu nome.
Ora, havia não muito distante, um mosteiro cujo abade falecera. Toda a comunidade foi ter então com o venerável Bento,  pediu-lhe quisesse ficar à sua frente. O santo recusou por muito tempo, predizendo que não poderia harmonizar os seus costumes com os daqueles irmãos. Mas, afinal, vencido pelos rogos, cedeu.
Impôs, porém, naquele mosteiro a observância da vida regular e a ninguém permitia que por ações ilícitas se desviasse, como antes, do caminho monástico. Os irmãos que ele aceitara, encheram-se de fúria e puseram-se primeiro a acusar a si mesmos por terem pedido a Bento que os regesse; sua vida tortuosa ia em oposição à reta norma do abade.
Como viam que, sob tal abade, o ilícito já não lhes era permitido, e como lhes doía abandonar os antigos maus hábitos, achando eles dura a obrigação de meditar coisas novas na sua mente velha, alguns deles - já que aos maus é sempre pesada a vida dos bons - tramaram a morte do abade, e, depois de decidirem em conselho, puseram-lhe veneno ao vinho.
Quando apresentaram ao ele, sentado à mesa, o copo da bebida pestífera para ser abençoado segundo o costume da casa, Bento estendeu a mão e FEZ O SINAL DA CRUZ. A ESTE GESTO, O VASO, QUE ESTAVA DISTANTE, ESTALOU E FEZ-SE EM PEDAÇOS, como se naquela taça de morte tivesse dado, em vez da cruz, uma pedrada. Compreendeu logo o homem de Deus que o copo contivera uma bebida mortal, pois não pudera suportar o sinal da vida. Levantou-se no mesmo instante, e, com o rosto plácido, a mente tranquila, convocou os irmãos, aos quais assim falou: “Deus tenha compaixão de vós, irmãos. Porque me quisestes fazer isto? Não vos disse eu previamente que não se harmonizariam os vossos e os meus costumes? Ide, e procurai para vós um Pai consoante à vossa vida; depois disto já não me podereis reter”.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Santidade na infância: 3 testemunhos impressionantes


A única criança canonizada da Igreja é São Domingos Sávio. Foi Pio XII quem o elevou aos altares, estabelecendo um marco na hagiografia; mas foram necessários mais 30 anos para que João Paulo II abrisse novamente as portas da santidade às crianças.

Com a beatificação de Laura Vicuña e os pastorzinhos de Fátima, resolviam-se os principais obstáculos que as crianças encontram em seu caminho de santidade: a possível falta de maturidade e a curta idade, que impede a demonstração, no tempo, das virtudes heroicas.

As vidas de três meninas de Madri (Espanha), já proclamadas “veneráveis”, seguem os passos dessas crianças já reconhecidas como beatas e santas.

Como você é bom, Jesus!


Um tumor no ouvido desencadeia o calvário de Mari Carmen González Valerio. Em 6 de abril de 1939, quando a menina tinha apenas 9 anos, ela anotou, com faltas ortográficas próprias da sua idade: “Eu me entreguei na paróquia do Bom Pastor”.

Este acontecimento é levado a sério no céu, afirma Javier Paredes, autor do livro “Al cielo con calcetines cortos” (San Román, 2014), porque, 15 dias depois, veio a doença.

Os familiares descendentes de Mari Carmen afirmam que ela nunca disse por quem se entregou, mas, manifestada a doença, todas as suas dores eram oferecidas pela conversão dos assassinos do seu pai (fuzilado no início da Guerra Civil).

O tumor deformou seu rosto, fizeram-lhe uma trepanação na orelha e a ferida, pela septicemia, não cicatrizava.

A isso é preciso acrescentar as inúmeras injeções que ela recebia cada dia (até 20), o que lhe gerava flebite (inflamação das veias) e dores insuportáveis, inclusive ao encostar no lençol.

Mas Mari Carmen não deixava de exclamar: “Como você é bom, Jesus, como você é bom!”. E cada vez que sua mãe a convidava a rezar para que Jesus a curasse, ela respondia: “Não, mamãe, eu peço para que se faça a vontade dele”.

Mas essa menina não mostrou indícios de santidade só durante a doença; desde muito pequena, destacava-se nela a pureza, a caridade e o amor à verdade, virtudes que sempre defendeu com firmeza.

Pilina, a “brava”

María del Pilar Cimadevilla y López Dóriga nasceu em fevereiro de 1952, em Madri. Tinha olhos grandes e temperamento forte, razão pela qual seus irmãos a apelidaram de “a brava”.

Magali, sua irmã, recorda que Pilina era uma menina normal, de uma família normal, em quem a graça de Deus se manifestou de maneira especial – em seu caso, por meio do linfoma de Hodgkin.

“Minha irmã literalmente quebrou a cabeça!”, exclama Magali. É que a doença debilita tanto os ossos, que a morte chega após a ruptura das vértebras cervicais.

Mas, em todo momento, Pilina, com 9 anos, mostrou muita alegria, porque se encontraria com Jesus. Esse amor extraordinário foi transmitido pela sua mãe, que fez o mesmo com seus irmãos, mas nela era diferente.

Magali recorda que, enquanto sua irmã adorava Jesus sacramentado de joelhos, ela se dedicava a apagar as velas da igreja.

É que Pilina teria uma grande missão; foi a irmã Gabriela (uma das enfermeiras que a atendeu) quem a ajudou a entender sua doença: “Você vai sentir um pouquinho de dor, mas você oferece a picada e eu ofereço o trabalho, e assim ajudamos as missões”. E a freira lhe propôs ser a doente missionária.

Desde aquele dia, ela oferecia suas dores pelos missionários e pela conversão dos infiéis, até que, nove meses depois, pediu que abrissem a janela, porque o Menino Jesus viria para buscá-la.

Jesus, que sempre seja feito o que você quiser

“Aléxia adorava viver!” exclamou seu irmão Alfredo no documentário “Aléxia” (European Dreams Factory, 2011). Ela gostava de dançar, pintar, brincar, enfim, o normal para uma menina da sua idade, segundo recordam suas professoras. “A diferença é que ela era muito piedosa”, explicam.

Ainda ressoa na capela do centro a oração que acompanhou Aléxia durante seus 14 anos de vida: “Jesus, que sempre seja feito o que você quiser”.

Ela tinha uma grandeza espiritual grande para a sua idade: de fato, Javier Paredes fala de três forças que a impulsionam ao céu: o Espírito Santo, o ambiente cristão da sua família e sua liberdade.

Sem elas, Aléxia não teria podido responder como respondeu diante da morte. Em 1984, teve fortes dores nas costas, que demoraram para ser diagnosticadas, mas finalmente descobriram um tumor que lhe fraturou a coluna.

Uma menina como Aléxia, que demonstra em todo momento um imenso amor a Jesus, é o alvo perfeito para o demônio, que, como constatou Paredes, tentou arrancar sua fé no último momento.

Um exorcista conta, em uma carta enviada aos pais da menina, que, durante uma das sessões, quando caiu do seu missal um santinho com a foto da Aléxia, a pessoa possuída ficou muito agitada.

O sacerdote lhe perguntou o porquê da agitação e, “com voz cavernosa, Satanás deu sua resposta: ‘Apesar do que eu lhe ofereci, ela preferiu Ele, não a mim”.

(Artigo publicado pela Revista Misión)

domingo, 4 de outubro de 2015

04 de Outubro - São Francisco de Assis


Nos dias atuais, estamos envoltos em muitas preocupações. Nossas mentes, nossas energias... e a maioria das coisas são passageiras. Temos um tempo de crise no país, desemprego, inflação... Temos nossas vidas tão voltadas para coisas materiais. Por isso São Francisco de Assis é tão desconcertante até hoje, mais de oitocentos anos depois de ter passado pela terra. Ele era rico. Divertido. Carismático. Excelente negociador, pois o pai era comerciante. Mas ele deixou tudo... E tornou-se um grande mendigo. Mas não tornou-se triste, Ao contrário. Sua principal caacterística era a alegria! Vale a pena conhecer um pouco e refletir a vida desse santo homem. São Francisco de Assis é um dos santos mais intensos, na minha opinião.
No nosso tempo, conhecemos muito um de seus filhos espirituais: Frei Pio de Pietrelcina, o Padre Pio, hoje São Pio de Pietrelcina, franciscano e único sacerdote a receber os estigmas de Cristo. São Francisco recusou ser sacerdote, pois não se achava digno de tamanha tarefa, em sua humildade.
São Francisco nasceu no ano de 1181 ou 1182, em Assis, na Itália. Ao ser batizado, ele recebeu da mãe o nome de João. Porém Francesco era o diminutivo de francês em italiano, e como sua mãe era francesa, apelidaram o menino de Francisco. Coisa parecida aconteceu com o nome da mãe de São Francisco: nós a conhecemos pelo nome de Pica, mas é porque ela nasceu numa região da França chamada Picardia. O seu nome era Joana. O pai de Francisco, um rico e próspero comerciante chamava-se Pedro di Bernardone.
Francisco sempre teve um comportamento alegre ( que não perdeu a tornar-se frade). Era festeiro, gostava de roupas elegantes... Havia nele uma mistura da coragem e a audácia do seu pai, próspero comerciante, e a fineza e cortesia da mãe, uma nobre francesa. Gostava de cantar na língua francesa, a língua do charme, na época. Francisco viveu com muita intensidade. E assim foi em tudo.
Após ser libertado de uma prisão, onde ficou prisioneiro de guerra, voltou diferente para casa.... Algo de sobrenatural estava sendo construído aos poucos no coração daquele jovem. Sua conversão não foi da noite para o dia. Foi trabalho de muitos anos, de altos e baixos, de noites escuras na alma, de quedas, perseguições, acolhidas, lágrimas, sofrimentos, alegrias, dúvidas, desespero e sobretudo uma chama ardente, qual os discípulos de Emaús sentiram: " Nâo ardia o nosso coração enquanto Ele falava?" Assim, ardia Francisco. E essa chama espalhou-se e incendiou mais pessoas. Homens e mulheres, ricos e pobres, de todas as idades, provocando uma verdadeira revolução na Igreja que o próprio Cristo lhe pediu: " Reconstrói a Minha Igreja".  Um desses grandes homens era Fernando, conhecido por nós como Santo Antônio de Pádua.... Santa Clara de Assis, São Bernardo.... Dizem que os santos brotavam de Assis como as flores brotam na primavera. Eu sempre tive o sonho de conhecer essa cidade. Olhar essas montanhas, descer alguns vales, sentir o cheiro das uvas doces, e se silenciar, talvez eu escute as risadas e canções dos primeiros franciscanos descalços e felizes. Eles eram ricos na sua pobreza. E livres, como pássaros. Alegres e calmos. Isso falta na nossa vida...Para onde corremos com tanta pressa?
São Francisco nos ensina a grande sacada da vida: o desapego e a fé nos dão paz, a companhia de Deus nos faz saltar no escuro como crianças nos braços do Pai, sem medo, sem tristeza. Onde nós tropeçamos nas nossas ansiedades, é exatamente ali que Francisco alça vôo. Ele se libertou do que nos tira a paz e viveu completamente enamorado da cruz, loucura desde sempre para os homens, mas sabedoria e salvação para Deus.
Boa semana a todos!
Exortações.

domingo, 28 de junho de 2015

Papa canoniza pais de Santa Teresinha do Menino Jesus

Ontem o papa Francisco canonizou Azélia Guerin e Luís Martin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus. Eu já sabia que eles eram santos...
Grande parte do mundo já ouviu falar de Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja. A santinha das rosas... Eu tenho o livro "História de uma alma" como um de meus livros de cabeceira. Já o li inteiro, porém, as palavras escritas nele pela própria Santa Teresinha calam tão profundamente na alma, que por vezes eu o pego para ler novamente alguns trechos e sempre recebo novas luzes. É impressionante!
Uma das coisas que mais me imressiona são os relatos sobre a vida cotidiana dos pais de Santa Teresinha. A força deles é divina. A forma simples como encaram a vida, percebendo em tudo a presença de Deus e entregando-se de coração aberto a tudo é um exemplo para nós. Colocavam mãos á obra quando se tratava de ajudar algum doente ou pessoas necessitadas, sem estardalhaço, com agilidade e presteza. A mãe, Azélia, faleceu de câncer quando Teresinha tinha apenas quatro anos de idade.
Blog de exortacaoeavisos : EXORTAÇÕES, Papa canoniza pais de Santa Teresinha do Menino Jesus
Santa Azélia teve nove filhos. Quatro faleceram em tenra idade. Ela e o marido, São Luís, viveram bravamente a experiência dolorosa de perder quatro filhos... E nunca perderam a fé. Precisavam de forças para criar as outras cinco meninas: Maria, Paulina, Leônia, Celina e a caçula: Teresinha.
Todas as meninas tornaram-se mulheres fortes de grande humildade e foram carmelitas. Cinco esposas para Nosso Senhor. Por escolha das próprias meninas.
Blog de exortacaoeavisos : EXORTAÇÕES, Papa canoniza pais de Santa Teresinha do Menino Jesus
Eu poderia citar datas, profissão, etc... Mas me detive no que pensei ser essencial na vida desse lindo casal.
Quando jovens, tanto Luís como Zélia tentaram entrar no Carmelo e no Seminário, mas não foram aceitos. Os planos de Deus são magníficos... Os dois acabaram se conhecendo no círculo católico que frequentavam em uma época que na França avançavam várias ideias contrárias ao cristianismo.
Vale muito a pena que cada pessoa conheça a vida dessa família escrita pelas mãos de Santa Teresinha, principalmente através do livro "História de uma alma"...
Blog de exortacaoeavisos : EXORTAÇÕES, Papa canoniza pais de Santa Teresinha do Menino Jesus
Após o falecimento da mãe, Sr. Luis mudou-se com as cinco meninas para Lisieux ( França). Dele, Santa Teresinha guarda recordações maravilhosas. Dizia que bastava olhar seu pai rezando para saber como rezam os santos...
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sábado, 27 de dezembro de 2014

Jacinta Marto - Um presente de Deus para a humanidade



Na carta de São Paulo aos Coríntios, está escrito que nessa vida vemos as coisas em parte, mas na eternidade conheceremos o todo. E veremos como somos vistos por Deus.
Deus nos deixa muitos sinais ao longo da história. Muitos passam quase despercebidos... Desviados nossos olhares quase sempre para coisas terrenas e passageiras, quantas vezes nos direcionamos para o sobrenatural? Para o Mistério? 
Deixar Deus vir ao nosso encontro. Essa foi a mensagem principal do Papa Francisco na Missa do Galo desse Natal.
Por isso, meus queridos amigos, hoje eu deixo um presente de Deus: uma pequenina de seis anos, porque para Deus não existe idade, nem tempo.... Tudo é eterno. A pequena Jacinta Marto, tão desconhecida hoje é mostrada no blog. Aproveito para pedir que ela interceda por todos os que por aqui passarem. Se conhecerem um pouco da sua rápida passagem por essa terra, saberão que ela pode interceder.
Nosso querido anjo. Esteja em paz. E interceda por nós.
Alegria e Paz!


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Fatos extraordinários sobre o primeiro santo brasileiro

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão nasceu no Brasil, no estado de São Paulo. Esse fato já o torna muito querido por todos nós.
    Por causa do imenso amor e caridade de seu Servo, Deus o agraciou com diversos dons, dos quais jamais serviu-se em interesse próprio,ao contrário, sempre os colocou a serviço da misericórdia divina pelo próximo. Todos os casos narrados foram devidamente comprovados por documentos.
         São eles:
         Bilocação (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo), telepatia (transmissão ou comunicação de pensamento e sensações, a distância entre duas ou mais pessoas), premonição (sensação ou advertência antecipada do que vai acontecer), clarividência (vê o que está para acontecer), levitação (erguer-se acima do solo) e telepercepção(adquirir conhecimento de fatos ocorridos a grandes distâncias).
         Relatamos a seguir alguns casos. Àqueles que se interessarem por mais detalhes da vida de nosso querido “padre santo” devem procurar na Editora Santuário o livro “Frei Galvão: O frade menor que São Paulo aprisionou”, de autoria de Frei Carmelo Surian:
Bilocação
         Pelo que consta, o fato ocorreu por volta de 1810, às margens do rio Tietê, no distrito de Potunduva (Airosa Galvao) municipio de Jaú, próximo à Pederneiras e Bauru. Manuel Portes, capataz de uma expedição de vinha de Cuiabá, homem de temperamento instável, castigou severamente o caboclo Apolinário por indisciplina. Ao notar o capataz distraído, o caboclo, por vingança, o atacou pelas costas com um enorme facão, e fugiu.
         Sentindo que a vida abandonava-lhe o corpo, Manuel Portes, no auge de desespero pôs-se a gritar: “Meu Deus, eu morro sem confissão! Senhor Santo Antônio, pedi por mim! Dai-me confessor! Vinde, Frei Galvão, assistir-me! Eis que então alguém gritou, avisando que um frade se aproximava, e todos identificaram Frei Galvão. Assim contaram as testemunhas: “aproximou-se o querido sacerdote, afastou com um gesto dos espectadores da trágica cena, abaixou-se, sentou-se, pôs a cabeça de Portes sobre o colo e falou-lhe em voz baixa, encostando-lhe depois o ouvido aos lábios. Ficou assim alguns instantes, findo os quais abençoou o expirante. Levantou-se, então, fez um gesto de adeus e afastou-se de modo tão misterioso quanto aparecera”. Afirma-se que naquele instante Frei Galvão encontrava-se em São Paulo, pregando. Interrompeu-se, pediu uma Ave-Maria por um morimbundo e, acabada a oração, prosseguiu a pregação.
         Há outros casos semelhantes, principalmente relatos de socorro de Frei Galvão aos moribundos.
Telepatia
         Em uma cidade Frei Galvão era conduzido em uma cadeirinha coberta. Uma senhora, através de sua janela de rótulas (madeiras cruzadas), vê a cadeirinha, em que sabe, está o “santo frade”. E ela, sucumbida pelas amarguras da vida, soluçando, pensa consigo: “Ah, se Frei Galvão se lembrasse de mim, se ao menos me desse sua benção”. No mesmo instante Frei Galvão levanta as cortinas da cadeirinha, debruça-se para fora, em direção daquela janela, e sorridente, abençoa a senhora, atrás das rótulas. E os que presenciaram o fato, afirmaram que o franciscano não tinha a menor possibilidade de ver aquela senhora, porque era conduzido pelo lado oposto da rua.
Premonição
         Em todas as vilas e cidades por onde passava, a pedido dos párocos, Frei Galvão pregava. Por vezes era tão numeroso o auditório que, não o contendo dentro da igreja, era preciso pregar ao ar livre. Em Guaratinguetá ocorreu um fato extraordinário: o sermão havia começado, quando se forma uma grande tempestade; a chuva desaba, e quando viram que ela chegava ao largo, onde se encontravam, quiseram se retirar. Frei Galvão, porém, lhes disse que fiquem pois nada sofrerão. De fato, a chuva não caiu sobre o Largo.
Clarividência
         Uma menina foi levada à presença de Frei Galvão. No decorrer da conversa, perguntou à ela sobre o que desejava ser. Respondeu que queria ser freira. Frei Antonio a abençoou com carinho e profeticamente lhe confirma a vocação. De fato, aos 19 anos ela ingressa em um Convento.
Levitação
         No Mosteiro da Luz há viários testemunhos sobre a capacidade de Frei Galvão tinha de levitar. Dentre eles, há o relato de uma senhora nos seguintes têrmos: caminhando em plena rua, pôde observar o Frade que se aproximava todo recolhido. Ao se cruzarem, ela exclamou, espantada: “Senhor Padre, vossemecê anda sem pisar no chão?” E o Frei sorriu, saudou e seguiu diante.
Telepercepção
         Antigamente, quando os sinos badalavam fora de horário de reza, a comunidade se reunia pois sabia que algo de extraordinário acontecera. Certo dia, os sinos do Mosteiro tocaram e a população atendeu a convocação. Frei Galvão, então já bem idoso, anunciou: “Rebentou em Portugal uma revolução” (talvez a de 1820). E relatou detalhes como se estivesse assistindo a tudo pessoalmente. Semanas depois, chegaram notícias confirmando as visões de Frei Galvão.