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domingo, 13 de novembro de 2016

Reflexão sobre os anjos

" É o mesmo Deus que enche de luz as nossas almas, ou nos visita por meio de Anjos, ou nos instrui por meio dos homens, ou nos consola por meio das Escrituras" (São Bernardo)


Escolhi esta bela imagem do Anjo consolando Jesus num momento de terrível sofrimento... Numa noite de escuridão total... Penso que representa bem o papel, o amor, a companhia e missão do anjo da guarda nas nossas vidas.
E mais. Penso que o anjo que consolou Nosso Senhor foi, nada mais, nada menos do que o Arcanjo Gabriel. Não é uma verdade de fé, mas eu tenho motivos de sobra para crer que, o Arcanjo escolhido para a Anunciação, para proteger Jesus aparecendo em sonhos a José avisando que Herodes queria matá-lo e alertando para fugir ao Egito, era um anjo muito especial... Como nós, foram criados livres. Porque Deus permite a liberdade para que haja livre arbítrio. Deus nunca impõe nada. Ele sempre propõe... (lembrar de Cristo batendo na porta do coração da gente: " eis que estou a porta e bato... SE ME ABRIRES A PORTA,  farei morada contigo...) Assim, também os anjos, embora não sendo criados a imagem e semelhança de Deus como nós, são criaturas livres! Por quê Gabriel? Porque penso que Deus conhecia o coração de seus anjos. Da mesma forma como Lúcifer era vaidoso e orgulhoso, Miguel era corajoso e fiel... Gabriel devia ter no coração um amor muito forte não só por Jesus Cristo, como por todos nós... a humanidade. Não foi a toa que São Josemaria Escrivá colocou São Gabriel para cuidar de suas obras... percebeu no anjo um amor muito grande por nós. E assim, ele foi escolhido para estar presente em todos os momentos cruciais que envolviam Cristo... porque o amava intensamente... e Deus o sabia! Sendo assim, não seria difícil acreditar que anjo confortando Cristo no Getsemani foi Gabriel.
Particularmente acredito na existência dos anjos da guarda. Em várias ocasiões da minha vida consegui sentir sua presença amorosa e força, não como um substituto de Deus, mas como um dos agrados, das delicadezas que Nosso Senhor nos oferece... Como as flores lindas da primavera, como o abraço caloroso de um amigo que nos conforta, o sorriso de uma criança, assim, creio que além de oferecer sua própria vida, o amor sem medidas de um Deus infinitamente carinhoso, como um presente Ele nos envia um anjo... Como é consolador para nós, nesses dias em que vivenciamos tantas maldades, contar com a presença e ajuda de um anjo....
Há muitos relatos da ação prática desses espíritos puros na vida de inúmeras pessoas.
Vários papas fizeram alocuções inteiras a respeito desses seres espirituais não corporais. Mas é necessário um estudo sério, firme, para não colocarmos os anjos no mesmo patamar que muitos os colocam, recheados de exoterismos, junto com fadas, gnomos, etc...
Georges Huber nos dá uma ideia da natureza angélica, tendo em conta as verdades centrais enunciadas pelo Catecismo e algumas outras que dela decorrem.
Em primeiro lugar, que os anjos são espíritos puros, pessoais - ou seja, capazes de dizer "eu", de maneira parecida como nós fazemos. Não são uma espécie de energia ou forças cegas e impessoais, antes são, conscientes, inteligentes e livres.
Em segundo lugar, não sofrem das limitações que a matéria nos impõe. Conhecem por um ato único da inteligência, chamado intuição, que aprende uma verdade completa no seu conjunto, ao passo que nós, só somos capazes de conhecer através dos sentidos, e por isso só aprendemos a verdade pouco a pouco e com dificuldades, de maneira discursiva, isto é, gradual e sucessiva.
Também a sua liberdade é muito mais perfeita do que a nossa. Pela deficiência do intelecto que deve orientar a vontade na tomada de decisões e pela influência maior ou menor dos instintos animais, o nosso querer é sempre bastante hesitante e mutável, estando sujeito a voltar atrás nas decisões tomadas. O anjo nunca volta atrás nas suas decisões. Ele tem visão de jogo completa, não somente em parte, como nós. Está isento de paixões emotivas, não tem porque voltar atrás das decisões e adere a elas com uma vontade e firmeza tão fortes que é incompreensível para nós... Daí que o anjo, ou é totalmente bom e santo, sem nenhum resquício de mal, se no uso de sua total liberdade tiver optado amar a Deus mais do que a si mesmo; ou é totalmente mau, cem por cento ódio; se na sua liberdade tiver optado pelo orgulho e pelo egoísmo...
Por fim, também não estão sujeitos às limitações de tempo e espaço, à dependência de água e alimentos, à fadiga, à dor e a doença que nos sobrevêm por causa do corpo.
Por outro lado, são apenas criaturas de Deus, e o seu poder, embora muito maior que o nosso, dista infinitamente do poder divino. Não são, nem de longe, onipotentes, não são capazes de criar a partir do nada; não podem estar presentes em toda a parte e não tem a onisciência divina. Estã sempre sujeitos em tudo ao querer divino e nunca podem agir sem permissão expressa do Senhor.´
Santo Agostinho afirma que somente pela fé conhecemos o Anjo da Guarda.
O Papa PIo XI nos deixou um ensinamento maravilhoso! Ensinou-nos que os anjos da guarda comunicam-se entre sí. Quando ele tinha um assunto a tratar muito difícil, pedia que seu anjo da guarda fosse até aquela pessoa e conversasse com o anjo da guarda da pessoa.... Foi infalível.
Várias vezes na minha vida pedi que meu anjo da guarda fosse ter com tal e tal pessoa, e incrivelmente percebi as mudanças... São Josemaria tinha o hábito de sempre cumprimentar o anjo da guarda das pessoas com quem se encontrava. E quantos não foram os casos sobrenaturais de intercessões dos anjos da guarda ao nosso querido São Padre Pio de Pietrelcina? Em breve serão postados aqui vários casos inexplicáveis da atuação concreta desses grandes amigos. Como faz bem ao coração e a Alma repetir aquelas orações antigas ensinadas por nossas mães quando crianças, e que, muitos de nós abandonamos...

Por isso, peçam ajuda ao Anjo da Guarda. Meus cumprimentos ao anjo da guarda de cada pessoa que visitar este blog!

sábado, 22 de agosto de 2015

Uma reflexão sobre o amor de Deus e a liberdade a partir da história dos anjos

Certa vez, um matemático ateu desafiou o papa Bento XVI dizendo-lhe que a Ciência Matemática explicava tudo o que os seres humanos precisavam saber. O papa respondeu, com outro questionamento: Como a Ciência matemática explica o sofrimento, a liberdade e o amor? Deixou o cientista sem resposta. Porque justamente o fundamento da existência humana concentra-se nesses três pontos principais.
Muitas pessoas perguntam-se sobre o por quê da existência do mal no mundo. Outros ainda culpam a Deus. O mal é uma realidade. Todos sabemos. O mal jamais esteve nos planos de Deus. Nem poderia estar, pois Deus é amor absoluto.
O padre paulo Ricardo, na sua aula sobre a queda dos anjos, nos deixou muitas reflexões maravilhosas. Mas dentre todas, a que mais fundo calou minha alma diz respeito ao amor de Deus. São Francisco de Assis, gritava pelas ruas: " O Amor não é amado!"
Deus que é todo Amor......Passar por essa vida e não amá-lo. Por meio de uma aula explicativa sobre a queda dos anjos, somos levados a refletir: o sofrimento, a liberdade e o amor.
Deus criou os anjos. Porém, não criou escravos. Nem a eles, nem a nós. Criou todos livres. Porque existe uma condição essencial para que nós e os anjos possamos amar a Deus: a liberdade.
Sem liberdade, não pode existir o amor. Porque o amor é uma proposta, não uma imposição.
O mal nunca esteve nos planos de Deus. Foi por meio da liberdade que Lúcifer escolheu não amar. E iniciou uma batalha de ideias num tempo que não é como o nosso, para persuadir os outros anjos a tomarem seu partido numa rebelião contra Deus. Sempre imaginamos uma batalha com tanques, aviões, etc... Na batalha do céu imaginamos São Miguel com uma espada. Mas anjos são espíritos, não tem corpos. Podem apresentar-se a algumas almas no formato de uma criança, jovem, etc... mas são espíritos. Portanto, a batalha entre Miguel e Lúcifer foi uma batalha de ideias. A espada de Miguel representa a verdade. Porque a arma de Lúcifer sempre foi a mentira, desde o início.
Houve um tempo para os anjos, pois houve uma batalha, com vencedores e perdedores. Portanto, houve um antes e um depois no tempo dos anjos. Foi o momento da queda de muitos anjos. Essa queda consiste na opção livre desses espíritos criados que rejeitaram radical e irrevogalmente a Deus. É o caráter irrevogável dessa opção e não uma deficiência da Misericórdia Divina. Não existe arrependimento após a queda para eles. Isso é muito sério para todos nós também.
São João Damaceno disse:"Não existe arrependimento para eles após a queda, como não existe para os homens após a morte". Não é porque Deus não quer perdoar, um problema com a Misericórdia de Deus, e sim, uma escolha. Endurecem nessa opção e não voltam atrás. 
Os anjos pecaram porque ainda não tinham visto a Deus. Não é possível pecar depois de ver a Deus. Porque Deus é absolutamente atraente. Deus é a verdade fulgurante. Então, se Deus se mostrar, totalmente, face a face, a liberdade da criatura some. A criatura perde a opção. Por quê Deus não deu logo aos anjos a visão face a face? Porque existe uma coisa que Deus não consegue criar: o amor da criatura.
Deus deu aos anjoa a capacidade de amar, por meio da graça, da liberdade e da vontade para amar. Mas existe uma coisa que Deus não pode criar. Que só os anjos podem fazer, que só nós podemos fazer, que é de fato - AMAR.
Porque o amor é livre. Se Deus colocasse os anjos em uma situação que fossem forçados a amá-lo, não seria amor. Só existe amor quando existe liberdade. Se você não tem liberdade, você não ama. Ninguém pode ser obrigado a amar.
Porque Deus queria que os anjos O amassem, criou-os em um tempo, e longe de sua face. Para que tivessem a liberdade. E nesse tempo, Deus revelou alguma coisa da Sua vontade para os anjos. E quando revelou essa vontade, alguns anjos se revoltaram... Qual teria sido essa vontade de Deus? Muitos santos deduziram que provavelmente o que Deus revelou para os anjos é que deveriam servi-lo e adorá-lo num ser humano: Jesus Cristo.
Aqui Lúcifer se revoltou. Um anjo de luz. O mais belo de todos. O mais poderoso de todos os anjos iria se rebaixar a amar um ser humano frágil? Revoltou-se. E começou a tentar convencer outros anjos com várias mentiras.  Ele criou a mentira. Começou a mentir para os outros anjos que viriam a se tornar demônios.
E onde está esta mentira? Satanás sabe que Deus existe. Ele crê na existência de Deus, mas existe uma coisa na qual Satanás não crê: ele não crê no amor de Deus. Ele não crê que Deus o ame, pois se os amasse, no seu orgulho cego, pensava que Deus não enviaria anjos da guarda para nos servirem, simples seres humanos... " Não servirei" Foi a voz que bradou no céu.
E quando vemos Deus habitando em nosso meio, como simples carpinteiro, conhecemos o que para Deus é a verdadeira grandeza.
E a voz de Nossa Senhora, respondendo ao anjo Gabriel: "Eis aqui a serva do Senhor" foi ao meu ver se não o maior, um dos maiores contrastes espirituais, se compararmos com o " Não servirei" de Lúcifer.
A humildade venceu o orgulho.
O amor vence o ódio.
E, caros amigos, somos livres para escolher... Com todas as dificuldades, fraquezas de nossas vidas, sofrimentos, temos Deus tão apaixonado que nos permite, no uso do livre arbítrio, escolher.
Alegria, paz e bastante amor no Senhor!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

29 de setembro - Dia dos Arcanjos - São Miguel, São Rafael e São Gabriel


Dia 29 de setembro a Igreja celebra a  Festa de São Miguel, São Rafael e São Gabriel. O que nos foi revelado a respeito dos três Arcanjos tem por base a Sagrada Escritura.
Infelizmente muitos " exotéricos" de plantão os têm colocado num patamar junto com gnomos fadas, etc...  Devido a certos exageros na devoção aos anjos, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé proibiu que sejam designados, até na devoção particular, com nomes que se julguem ser os seus nomes autênticos, mesmo com base em presumíveis revelações privadas, exceto Miguel, Gabriel e Rafael, que aparecem na Escritura canônica. Alguns autores de livros ávidos por dinheiro, e por pura ganância chegam a inventar nomes ( que não foram revelados) e incorporando-os á datas de nascimentos, tais como os signos do zodíaco. Por isso é necessário muito cuidado.
O Papa emérito Bento XVI sobre os Santos Arcanjos, nos deixou ensinamentos fundamentados nas Escrituras que valem a pena ser conhecidos:
 
Celebramos a festa dos três Arcanjos que a sagrada Escritura menciona pelo seu nome próprio: Miguel, Gabriel e Rafael. Mas, o que é um anjo? A sagrada Escritura e a tradição da Igreja fazem-nos descobrir dois aspectos.

Por um lado, o Anjo é uma criatura que está diante de Deus, orientada, com todo o seu ser para Deus. Os três nomes dos Arcanjos terminam com a palavra "El", que significa "Deus". Deus está inscrito nos seus nomes, na sua natureza. A sua verdadeira natureza é a existência em vista d'Ele e para Ele.

Explica-se precisamente assim também o segundo aspecto que caracteriza os Anjos: eles são mensageiros de Deus. Trazem Deus aos homens, abrem o céu e assim abrem a terra. Exatamente porque estão junto de Deus, podem estar também muito próximos do homem. De fato, Deus é mais íntimo a cada um de nós de quanto o somos nós próprios.

Como um anjo para os outros
Os Anjos falam ao homem do que constitui o seu verdadeiro ser, do que na sua vida com muita frequência está velado e sepultado. Eles chamam-no a reentrar em si mesmo, tocando-o da parte de Deus. Neste sentido também nós, seres humanos, deveríamos tornar-nos sempre de novo anjos uns para os outros anjos que nos afastam dos caminhos errados e nos orientam sempre de novo para Deus.

Se a Igreja antiga chama os Bispos "anjos" da sua Igreja, pretende dizer precisamente o seguinte: "os próprios Bispos devem ser homens de Deus, devem viver orientados para Deus. "Multum orat pro populo" "Reza muito pelo povo", diz o Breviário da Igreja a propósito dos santos Bispos. O Bispo deve ser um orante, alguém que intercede pelos homens junto de Deus. Quanto mais o fizer, tanto mais compreende também as pessoas que lhe estão confiadas e pode tornar-se para elas um anjo um mensageiro de Deus, que as ajuda a encontrar a sua verdadeira natureza, a si mesmas, e a viver a ideia que Deus tem delas.

São Miguel: dar lugar a Deus no mundo
São Miguel Arcanjo, pormenor de pintura na Galleria degli Uffizi (Florença)
São Miguel Arcanjo, pormenor de pintura na Galleria degli Uffizi (Florença)

Tudo isto se torna ainda mais claro se olharmos agora para as figuras dos três Arcanjos cuja festa a Igreja celebra hoje. Antes de tudo está Miguel. Encontramo-lo na Sagrada Escritura sobretudo no Livro de Daniel, na Carta do Apóstolo São Judas Tadeu e no Apocalipse. Deste Arcanjo tornam-se evidentes nestes textos duas funções. Ele defende a causa da unicidade de Deus contra a soberba do dragão, da "serpente antiga", como diz João. É a perene tentativa da serpente de fazer crer aos homens que Deus deve desaparecer, para que eles se possam tornar grandes; que Deus é um obstáculo para a nossa liberdade e que por isso devemos desfazer-nos dele.


Mas o dragão não acusa só Deus. O Apocalipse chama-o também "o acusador dos nossos irmãos, que os acusava de dia e de noite diante de Deus" (12, 10). Quem põe Deus de lado, não enobrece o homem, mas priva-o da sua dignidade. Então o homem torna-se um produto defeituoso da evolução. Quem acusa Deus, acusa também o homem. A fé em Deus defende o homem em todas as suas debilidades e insuficiências: o esplendor de Deus resplandece sobre cada indivíduo.

É tarefa do Bispo, como homem de Deus, fazer espaço para Deus no mundo contra as negações e defender assim a grandeza do homem. E o que se poderia dizer e pensar de maior sobre o homem a não ser que o próprio Deus se fez homem? A outra função de Miguel, segundo a Escritura, é a de protector do Povo de Deus (cf. Dn 10, 21; 12, 1). Queridos amigos, sede verdadeiramente "anjos da guarda" das Igrejas que vos serão confiadas! Ajudai o povo de Deus, que deveis preceder na sua peregrinação, a encontrar a alegria na fé e a aprender o discernimento dos espíritos: a acolher o bem e a recusar o mal, a permanecer e tornar-se sempre mais, em virtude da esperança da fé, pessoas que amam em comunhão com Deus-Amor.

São Gabriel: Deus que chama
São Gabriel
São Gabriel

Encontramos o Arcanjo Gabriel sobretudo na preciosa narração do anúncio a Maria da encarnação de Deus, como nos refere São Lucas (1, 26-38). Gabriel é o mensageiro da encarnação de Deus. Ele bate à porta de Maria e, através dela, o próprio Deus pede a Maria o seu "sim" para a proposta de se tornar a Mãe do Redentor: dar a sua carne humana ao Verbo eterno de Deus, ao Filho de Deus.

Repetidas vezes o Senhor bate às portas do coração humano. No Apocalipse diz ao "anjo" da Igreja de Laodiceia e, através dele, aos homens de todos os tempos: "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele" (3, 20). O Senhor está à porta, à porta do mundo e à porta de cada um dos corações. Ele bate para que o deixemos entrar: a encarnação de Deus, o seu fazer-se carne deve continuar até ao fim dos tempos.

Todos devem estar reunidos em Cristo num só corpo: dizem-nos isto os grandes hinos sobre Cristo na Carta aos Efésios e na Carta aos Colossenses. Cristo bate.
Também hoje Ele tem necessidade de pessoas que, por assim dizer, lhe põem à disposição a própria carne, que lhe doam a matéria do mundo e da sua vida, servindo assim para a unificação entre Deus e o mundo, para a reconciliação do universo.

Queridos amigos, compete-vos bater à porta dos corações dos homens, em nome de Cristo. Entrando vós mesmos em união com Cristo, podereis também assumir a função de Gabriel: levar a chamada de Cristo aos homens.

São Rafael: recobrar a vista
São Rafael e Tobias
São Rafael e Tobias

São Rafael é-nos apresentado sobretudo no Livro de Tobias como o Anjo ao qual é confiada a tarefa de curar. Quando Jesus envia os seus discípulos em missão, com a tarefa do anúncio do Evangelho está sempre ligada a de curar. O bom Samaritano, acolhendo e curando a pessoa ferida que jaz à beira da estrada, torna-se silenciosamente uma testemunha do amor de Deus. Este homem ferido, com necessidade de curas, somos todos nós. Anunciar o Evangelho, já em si é curar, porque o homem precisa sobretudo da verdade e do amor.

Do Arcanjo Rafael são referidas no Livro de Tobias duas tarefas emblemáticas de cura. Ele cura a comunhão importunada entre homem e mulher. Cura o seu amor. Afasta os demônios que, sempre de novo, rasgam e destroem o seu amor. Purifica a atmosfera entre os dois e confere-lhes a capacidade de se receberem reciprocamente para sempre. Na narração de Tobias esta cura é referida com imagens legendárias.

No Novo Testamento, a ordem do matrimônio, estabelecido na criação e ameaçado de muitas formas pelo pecado, é curado pelo fato de que Cristo o acolhe no seu amor redentor. Ele faz do matrimónio um sacramento: o seu amor, que por nós subiu à cruz, é a força restauradora que, em todas as confusões, dá a capacidade da reconciliação, purifica a atmosfera e cura as feridas. Ao sacerdote é confiada a tarefa de guiar os homens sempre de novo ao encontro da força reconciliadora do amor de Cristo. Deve ser o "anjo" curador que os ajuda a ancorar o seu amor no sacramento e a vivê-lo com empenho sempre renovado a partir dele.

Em segundo lugar, o Livro de Tobias fala da cura dos olhos cegos. Todos sabemos quanto estamos hoje ameaçados pela cegueira para Deus. Como é grande o perigo de que, perante tudo o que sabemos sobre as coisas materiais e que somos capazes de fazer com elas, nos tornamos cegos para a luz de Deus.

Curar esta cegueira mediante a mensagem da fé e o testemunho do amor, é o serviço de Rafael confiado dia após dia ao sacerdote e de modo especial ao Bispo. Assim, somos espontaneamente levados a pensar também no sacramento da Reconciliação, no sacramento da Penitência que, no sentido mais profundo da palavra, é um sacramento de cura. A verdadeira ferida da alma, de fato, o motivo de todas as outras nossas feridas, é o pecado. E só se existe um perdão em virtude do poder de Deus, em virtude do poder do amor de Cristo, podemos ser curados, podemos ser remidos.
"Permanecei no meu amor", diz-nos hoje o Senhor no Evangelho (Jo 15, 9). No momento da Ordenação episcopal Ele di-lo de modo particular a vós, queridos amigos. Permanecei no seu amor! Permanecei naquela amizade com Ele cheia de amor que Ele neste momento vos doa de novo! Então a vossa vida dará fruto um fruto que permanece (Jo 15, 16).

Uma incrível e doce reflexão sobre os anjos - por Padre Paulo Ricardo


sábado, 13 de julho de 2013

Bispo Americano restabelece Oração a São Miguel Arcanjo


Dom Thomas Paprocki, Bispo de Springfield (Illinois, EUA) autorizou que seja recitada em sua diocese, no final de cada Santa Missa, a Oração a São Miguel Arcanjo composta pelo Papa Leão XIII. Para isso, informa o jornal diocesano Catholic Times, foram distribuídos às paróquias cartões impressos, contendo num lado a oração e no outro uma carta de Dom Paprocki. “Um dos maiores trunfos de Satanás em sua camuflagem, é a crença de que ele não existe”, afirmou o Bispo norte-americano. Quando não acreditamos “nas forças do mal ficamos incapazes de resistir a elas. Por isso, é bom lembrarmos a Oração a São Miguel Arcanjo” acrescentou. 

Por determinação de Leão XIII, essa oração era rezada no final de cada celebração eucarística até o ano de 1965. “João Paulo II e Bento XVI exortavam os fiéis a rezá-la diariamente, sobretudo depois da Missa”, explicou Dom Paprocki. “O Arcanjo Miguel quando disputava com o diabo, discutindo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a pronunciar uma sentença injuriosa contra ele, mas limitou-se a dizer: o Senhor te repreenda!” (Judas v.9). 

Para alguns teólogos, religiosos, sacerdotes, religiões e seitas o diabo em geral tem sido visto como uma relíquia da superstição: uma invenção humana. Por isso em 2002 o arcebispo de Genova, Dionigi Tettamanzi, um dos cardeais mais importantes da Itália, causou grande agitação com sua carta pastoral de 40 páginas sobre como opor-se ao diabo. 

A carta lista “10 mandamentos”. Primeiro: “Não te esqueças de que o diabo existe”, porque sua “primeira impostura” é “fazer-nos crer que ele não existe”. Segundo: “Não te esqueças de que o diabo é um tentador... Não penses que tu és imune ou invulnerável”. Terceiro: “Não te esqueças de que o diabo é muito inteligente e astuto. Ele continua a ser insidioso por fascinar, como fez com o primeiro homem”. Quarto: “Vigia os olhos e o coração. E sê forte: em espírito e virtude”. Quinto: “Crê firmemente na vitória de Cristo sobre o tentador”, porque isso “te fará seguro e imperturbável mesmo diante do mais violento ataque que nos possa ser desferido contra ti”. Sexto: “Lembra-te de que Cristo te faz participante de sua vitória”. Sétimo: “Continua a escutar a Palavra de Deus”. Oitavo: “Sê humilde e ama a humilhação”. Nono: “Ora sempre, sem te cansares”, a fim de vencer a tentação. Décimo: “Adora o Senhor, teu Deus, e somente a ele rende adoração”. 

Com autoridade divina São Paulo Apóstolo afirmou: “Para o os incrédulos, dos quais o “deus deste mundo” obscureceu a inteligência” (2 Cor 4,4). O apóstolo São Pedro escreveu, Satanás é “como leão que ruge, procurando a quem devorar”. (1 Pd 5,8) Não causa admiração que o apóstolo São João lembrasse aos cristão: “O mundo inteiro está no poder do maligno.” (1 Jo 5,19) É exortativo não ignorarmos os ensinamentos dos santos apóstolos de Cristo. “Jesus Cristo se manifestou para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8). A FERRAMENTA DO DIABO Foi anunciado que o diabo deixaria seus trabalhos e ofereceria suas ferramentas para qualquer um que deixasse pagar o preço.

No dia da venda, elas foram expostas de maneira atraente: malícia, ódio, maus desejos, inveja, ciúme, sensualidade, fraude... Todos os instrumentos do mal estavam lá, cada um com o seu preço. Separada do resto, se encontrava uma ferramenta de aparência inofensiva que, apesar de estar usada, tinha o preço superior ao de todas as outras. Alguém perguntou ao diabo o que era. É o desânimo, respondeu ele. - nossa! Mas por que ela esta tão cara? - “Porque”, respondeu o diabo, “ela me é mais útil do que todas as outras ferramentas”. Com ela, eu sei entrar em qualquer ser humano, e, uma vez no interior dele, eu posso manobrá-lo da maneira que melhor me convém. “Essa ferramenta está usada porque eu a ultilizo quase todo o mundo e pouquíssimas pessoas sabem que ela me pertence”. É supérfluo acrescentar que o preço fixado pelo diabo para o desânimo era tão alto que a ferramenta nunca foi vendida. O diabo é sempre o proprietário, e ele continua a utiliza-la... 

O Capitão Capelão Antonio Álvares da Silva (Frei Orlando), Patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército (SAREx), disse com categoria: “Gente desanimada é gente vencida”. Longe e bem longe do diabo e de sua ferramenta. Seguir o conselho do apóstolo São Tiago “Sujeitai-vos, pois a Deus, resistir ao diabo e ele fugirá de vos”. “Chegai-vos a Deus e ele chegará a vós” (Tg 4,7.8). O bom Deus fala para nos: “Não temos, porque eu estou contigo, não fiques apavorado, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço sim, eu te ajudo” (Is 41,10). Contra toda a cilada do inimigo e para uma vida vitoriosa a receita é: o estudo da Palavra de Deus, oração, jejum e a Santíssima Eucaristia. 

Pe. Inácio José do Vale 
Professor de História da Igreja Pregador de Retiros Espirituais Especialista em Ciência Social da Religião.