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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Castelo Interior




Boa tarde queridos amigos e co-bloguistas. Espero que estejam todos bem. Esse vídeo do padre Paulo tem uns minutinhos. Postei porque trata com mais profundidade do assunto que escolhi para expor hoje.
Sou uma pessoa profundamente curiosa. E peço a Deus a capacidade de nunca deixar de maravilhar-me com a vida. No mundo espiritual, por mais que estudemos, sempre aparecem fatos surpreendentes.
Um desses fatos eu trouxe hoje para partilhar no blog. Não sei se já ouviram falar no livro que Santa Teresa escreveu em dois meses chamado: " O Castelo Interior".
Visita ao Castelo
 
         O castelo interior é de diamante e ali existem, os aposentos, como no céu, muitas moradas. Esse Castelo é nossa alma. É a própria Santa Teresa quem vai nos guiando por essas moradas.
 
 
 
Blog de exortacaoeavisos : EXORTAÇÕES, Castelo Interior
 
Ela mostrou que nosso Castelo tem sete moradas. Cada progresso no amor, alçamos a morada seguinte. As moradas vão se fazendo a partir do amor, viram a ser os diversos graus de amor da alma, já que “o aproveitamento da alma não está em pensar muito, senão em amar muito” , e também para “subir às moradas que desejamos, não está a coisa em pensar muito, senão em amar muito” . Esse amor não exclui de outras atividades, outros exercícios, e assim teremos que a alma estabelecida em amor, se empregará, no próprio conhecimento e no exercício da humildade, da oração e de uma amor a Deus verdadeiro. Não amar por medos. Conhecê-lo e amar não esperando nada em troca.
 
 
         As primeiras moradas(02 capítulos) são as almas que tem desejos de perfeição, mas estão ainda dentro das preocupações do mundo, das quais devem fugir e buscar a solidão.
         As segundas moradas (01 capítulo) são para as almas com grande determinação de viver em graça e que se dedicam à oração e alguma mortificação, ainda com muitas tentações por não deixar totalmente o mundo.
         As terceiras moradas (02 capítulos) são para as almas que exercitam a virtude e a oração, mas colocando um disfarçado amor de si mesmos. Precisam de humildade e obediência.
         As quartas moradas (03 capítulos) são já o começo das coisas “sobrenaturais”: a oração de quietude e um inicio da união. Os frutos não são ainda estáveis; as almas devem por isso tem que fugir do mundo e das ocasiões.
         As quintas moradas (04 capítulos) são já de plena vida mística, com a oração de união que é sobrenatural e a de Deus quando quer e como quer, apesar de que a alma pode se preparar. Os sinais verdadeiros de esta união é que seja total, que não falte a certeza da presença de Deus e que sucedam tribulações e dores em que provar o amor a Deus. Necessita se de muita fidelidade.
         As sextas moradas (11 capítulos). Logra se uma grande purificação interior da alma, e entre as graças que nela se dão, totalmente sobrenaturais, estão as alocuções, êxtases, etc., Grande zelo pela salvação das almas, que leva a desejar sua solidão. É necessária a contemplação da Humanidade de Cristo para chegar aos últimos graus da vida mística.
         As sétimas moradas (04 capítulos) são o cume da vida espiritual, na que se recebe a graça do matrimonio espiritual e uma intima comunicação com a Trindade, da qual brota espontaneamente uma grande paz na que vive a alma, sendo ativa e contemplativa ao mesmo tempo. “Uma contemplação que não é subjetiva, senão que transcende ao homem fazendo que se esqueça de si mesmo e assim entregar-se a Cristo e à Igreja”.
        Indiscutivelmente conhecemos pessoas que atingiram ainda nessa vida todas as moradas, como Santa Teresinha do Menino Jesus, São Francisco de Assis e São Padre Pio de Pietrelcina.
       
       Todos caminharemos morada após morada, seja nessa vida, seja após a morte para chegarmos a Deus, porque elas nada mais são do que níveis de amor.
 
É preciso, em primeiro lugar, entrar no castelo, porque as pessoas, em sua maioria, ficam de fora, fascinadas com as coisas do mundo exterior. Com o objetivo de não confundir o leitor, Teresa adverte em tom pedagógico: “Parece que digo algum disparate: porque se este castelo é a alma, claro que não se trata de entrar, pois se é ele mesmo, pareceria desatino dizer a alguém que entrasse num aposento já estando dentro”. O paradoxo, no entanto, é só aparente, porque mesmo no espaço físico há modos de estar. Há quem está mas não percebe e não tira nenhum proveito da estada – vê, mas não enxerga, ouve, mas não escuta, porque o pensamento está muito longe, e é como se não estivesse no local. Sabe-se de longa data que a alma tem em si algo de terreno (inferior) e de divino (superior): em geral, as pessoas comuns ficam com o terreno, não tomando posse nunca do nível superior, íntimo. É, pois, preciso entrar no castelo (voltar-se para o íntimo) e percorrer seus aposentos, num movimento ascensional, até descobrir a própria identidade iluminada. E não somente entrar, mas entrar pela porta estreita, que exige sacrifícios e muita fé em Deus. A chave da posta está à disposição de quem quer entrar e é, segundo Teresa, dúplice: a oração e a reflexão. Não a oração decorada, mera repetição de palavras, mas a oração reflexiva, com concentração do pensamento. Na oração, ensina S. Teresa, não é importante o muito falar, mas o muito amar. 
Nas três primeiras moradas, há muita impureza, porque, estando mais próximas do solo, são mais vulneráveis às paixões, ao orgulho pessoal, ao amor narcísico, à avidez e às vaidades. Ao tomar ciência dessa poluição, quem entra nessas moradas, deve em primeiro lugar proceder à faxina, penitenciando-se de suas falhas. Cuida-se de extirpar o apego ao mundo, combater os maus pensamentos e sentimentos e de mudar o modo de falar e de vestir. As quartas moradas oferecem um colírio para os olhos da alma. Por estarem mais próximas da câmara real, são belas e iluminadas. Nelas não entram animais repelentes e, mesmo que entrem, não lhes fazem dano, porque a alma está purificada e fortalecida – já não tem apegos e sente prazer no recolhimento interior – deixa de pensar e passa a amar. É o início da vida iluminada, e uma força que parte do centro e do alto do castelo, puxa a alma para mais perto da morada central. Nas quintas moradas, a  oração começa a produzir o fruto da união. A alma torna-se compassiva, recebendo a marca do amor incondicional, que é a característica divina do homem. Livre da egoicidade, o homem se transforma (a lagarta se faz borboleta) e quer a todo preço chegar ao centro. Foi neste estágio de sua ascensão que Santa Teresa recebeu as visões e os êxtases, pelos quais ficou conhecida – ela é chamada de a “Santa dos Êxtases”. Na definição que a própria autora nos oferece, esses êxtases são “vôos do espírito”, ou saídas de si, pelas quais a alma experimenta uma união fugaz com o divino e se sente estimulada a prosseguir em sua subida espiritual e abandonar de vez as conversações e confortos terrenos. Enquanto os êxtases são arroubos da alma, as visões de Deus e de multidão de anjos, são intuições da presença divina na alma, intuições que ela chama de visões intelectuais, porque os olhos carnais, em verdade, nada vêem. A consciência capta essa presença sem a intermediação dos órgãos dos sentidos. Com tais experiências, Santa Teresa tomou conhecimento mais perfeito da grandeza do ser que habita o castelo, aumentou o autoconhecimento e a humildade, e confirmou uma vez mais a pequenez das coisas terrenas. Vê-se assim que tanto os êxtases como as visões têm por fim aumentar a capacidade de compreensão, que, ao lado da compaixão, é a característica básica da consciência cósmica. “Em Deus – diz – vêem-se todas as coisas, e Ele as tem todas em si mesmo”. Mas, por causa desses êxtases e dessas visões, teve a santa de enfrentar a incompreensão alheia, sendo vítima de acusações e reprovações até de seus superiores hierárquicos. As sextas moradas são ainda mais belas, porque freqüentadas pelo senhor do castelo. Nelas a alma realiza os esponsais com a divindade. As tribulações, todavia, continuam, porque as outras pessoas com quem necessariamente ela convive, não a entendem (Santa Teresa, como todo místico, destoa do grupo social) e a criticam e desprezam. É a noite escura da alma que precede a plena e definitiva transformação. Por fim, nas sétimas moradas, que são as mais ricas e bonitas, a alma une-se, em casamento, com a divindade. Neste estágio, a pessoa percebe a sutil divisão entre alma e espírito, o centrum securitatis. O matrimônio espiritual nada mais é do que a divinização da alma que, purificada, fortalecida e iluminada, passa a desfrutar da paz que excede todo o entendimento. Neste mais alto patamar, a vontade de servir ao próximo toma vulto, porque a alma se reconhece como instrumento cósmico para servir às criaturas. Então, quem se havia afastado do mundo para melhor compreender sua real identidade, estando já definitivamente livre dos apegos  e das ilusões,  volta ao convívio social para trabalhar com redobrado vigor em prol de todos os seres. A experiência mística só se completa e se confirma pelo serviço desinteressado.
 O verdadeiro místico não se limita a contemplar, mas age e age sempre para o melhoramento do mundo. Contemplação e trabalho se unem na personalidade mística. Da mesma forma como a fé sem obras é morta, a contemplação sem a ação perde muito de seu valor. Diz-se mesmo que a missão do místico é trazer os céus à Terra para que esta se transforme em paraíso.  
 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

JESUS CRISTO É O MAIOR MILAGRE DO UNIVERSO!


Fiquei deslumbrada com a sensibilidade que o papa emérito Bento XVI mostrou num dos brilhantes pensamentos que teve. Particularmente gosto muito das homilias em que os padres nos levam por caminhos das entrelinhas do Evangelho. Percorrem lugares que não imaginamos, levam-nos aos lugares percorridos por Cristo e discorrem sobre seus passos de maneira magnífica que nos toca o coração. Impossível não amar...
Comentou um trecho do Evangelho de São Marcos no qual Jesus retorna a Nazaré depois de um período em que pregou e realizou curas em outros lugares. Mas ao vê-lo voltar e ensinar na sinagoga, seus conterrâneos ficam escandalizados, pois o recordam como o filho do marceneiro (cf. Mc 6,2-5).

“Nenhum profeta é bem aceito em sua casa e pelo povo que o conhece! Isto é compreensível porque a familiaridade no plano humano dificulta o ‘ir além’ e abrir-se à dimensão divina” , explicou o Papa, e complementou: “Mesmo entendendo isso, Jesus se surpreendeu com a frieza com que foi recebido em Nazaré”.

Bento XVI explicou que apesar de Jesus saber que nenhum profeta é bem aceito em sua pátria, o fechamento de coração de seu povo permaneceu para Ele obscuro e impenetrável: “Como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? Por que não se abrem à bondade de Deus, que quis compartilhar nossa humanidade?”.

Esse fechamento espiritual foi o motivo pelo qual Jesus não pôde realizar em Nazaré nenhum prodígio, tendo somente imposto as mãos a alguns doentes, curando-os.

Refletindo sobre o episódio, o Papa destacou que os milagres de Cristo “não são uma exibição de poder, mas são sinais do amor de Deus, que se concretiza aonde encontra a fé do homem”.

De fato, o homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, Nele Deus habita plenamente. “E enquanto nós buscamos sempre outros sinais, outros prodígios, não percebemos que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus encerrado em um coração humano, em um rosto humano”, completou o Pontífice.

sábado, 16 de agosto de 2014

Papa Francisco e o milagre eucarístico de Buenos Aires



O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996.
Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castanon.
Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada, isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.
A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue
Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-a em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.
Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local, Cardeal Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.
Análises Clínicas

Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.
Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração.
Testes e análises clínicas: "Não há explicação científica"
Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras do tecido ensanguentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informado à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.
O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.
Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de "carne e sangue" humanos. O médico declarou o seguinte:
"O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."
Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.
Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato: "Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição".
fonte: Padre Paulo Ricardo

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

" Eu nasci tão pobre...

 
porque minha riqueza é você, meu filho, minha filha... Eu sou o Amor encarnado.."

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

HOLYween


Era o ano de 834, quando o papa Gregório IV decidiu mudar a festa do Dia de Todos os Santos do 13 de Maio para o 1 de Novembro. Foi uma escolha pensada. O objetivo era, de fato, o de tirar os restos do paganismo de alguns povos que culminavam justamente na noite do 31 de outubro, com o ano novo Celtico. A festa foi assim chamada de All Allows Even, ou seja, que tudo ...é permitido, até mesmo que os mortos retornassem à vida.

Hoje, séculos depois desse gesto de Gregório IV, parece ser que o paganismo está voltando com força. O mal gosto, o horripilante, o excesso triunfam com a festa de Halloween, que nada mais é do que uma reproposição em chave moderna e consumística das degenerações do ano novo celta.

Parece novamente necessário derrubar estes costumes macabros, consagrando a primeira noite de novembro aos Santos em vez de às bruxas, vampiros e zumbis. Durante anos, Pe. Andrea Brugnoli e a comunidade que ele fundou, os Sentinelas do amanhã, fazem desse desafio uma realidade concreta que adotou o nome de HOLYween. Uma iniciativa direcionada à trazer de volta o rosto dos Santos, expondo as imagens pelas janelas na noite do 31 de Outubro.

ZENIT: Pe. Andrea, qual é o balanço desses 6 anos de atividade da iniciativa HOLYween?

Pe. Andrea Brugnoli: O resultado é mais do que positivo. Parece-me que tenha sido muito difundido a ideia de que os cristãos devam celebrar a sua festa de todos os santos, mais do que ficar reclamando que Halloween está se espalhando entre os jovens e adultos. São muitas as paróquias que adotaram essa ideia e organizam todo tipo de iniciativa com este nome: HOLYween. Nosso site, onde a cada ano você pode baixar imagens de santos para pendurar nas janelas, foi literalmente invadido: nestes dias temos mais de 10 visitantes por segundo, um número extraordinário. Muitas escolas prepararam atividades educativas sobre os santos e eu acho que ninguém é contrário à beleza de mostrar esses rostos, em lugar dos monstros terríveis dos pagãos. Em suma, o sucesso de HOLYween superou todas as expectativas iniciais.

ZENIT: Qual é a mensagem que o rosto de um Santo transmite para um jovem de hoje?

Pe. Andrea Brugnoli: Os santos são a melhor parte da nossa terra. São pessoas comuns que se comprometeram em deixar o mundo um pouco "melhor e não se resignaram aos problemas das pessoas, que eram tão graves ontem como hoje. Os santos são “belos”, porque têm uma beleza que vem do coração. Colando os seus rostos nas janelas e nas portas de casa, um jovem se rodeia de pessoas belas e isso transmite a mensagem de que também ele pode conquistar esta beleza. Valem as palavras que pronunciou São Bernardo de Claraval: “Se este, se aquele... por que também não eu?”.

ZENIT: Este ano, a iniciativa foi ampliada ainda mais, é verdade?

Pe. Andrea Brugnoli : Sim, de fato , fizemos propostas para as escolas e para as crianças da catequese. Já no ano passado, muitas realidades tinham aderido enviando-nos o seu material fotográfico e as suas crônicas. A fantasia é realmente grande: por exemplo em Milão alguns jovens de uma paróquia decidiram levar comida aos sem teto vestidos de santos. Em outros lugares colaram fotografias imensas de santos com mais de 6 metros nas fachadas das Igreja. Esta redescoberta dos santos é realmente a resposta das pessoas à necessidade que temos hoje de redescobrir as nossas melhores raízes.

ZENIT: Em Roma, uma iniciativa semelhante à vossa, chamada “A Noite dos Santos”, teve um grandíssimo sucesso. Mas coisas assim nos chegam de toda a Itália. É encorajador. Como alimentar esses desejos positivos dos jovens?

Pe. Andrea Brugnoli: Eu acho que todos nós temos que ter muita confiança nos jovens. Não é verdade que são atraídos pelo mal, pelas cabaças vazias, pelo horror. O problema é que não têm outras alternativas. Mas, quando é apresentado para eles um ideal de vida de entrega aos outros, heroicamente dedicado ao bem, como foi no caso dos santos, eles se sentem atraídos, porque no coração de cada jovem há uma irresistível paixão por deixar uma marca, por ser um “alguém”. Ainda hoje nós lembramos dos santos – embora bem jovenzinhos – por causa da sua alegria contagiosa. Temos que, portanto, pedir aos jovens muito e propor-lhes uma medida alta de vida cristã.

*Entrevista ao Pe. Andrea, fundador dos Sentinelas do amanhã, um dos pioneiros, há seis anos, do HOLYween, festa que a cada ano faz mais sucesso
- ROMA, 30 de Outubro de 2013 (Zenit.org)

(Traduzido e adaptado por Thácio Siqueira)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Canção da Alegria no Albergue

Numa de suas viagens a Santiago de Compostela, um amigo relatou-me uma experiência maravilhosa. Como muita gente sabe, os peregrinos caminham de albergue em albergue.
Há uma noite em que os peregrinos encontram-se num albergue que serve uma sopa muito simples. Uns servem aos outros. E cantam em espanhol mesmo, mas nós brasileiros compreendemos muito bem, a Canção da Alegria, de Bethoven, conforme postei acima para que possam imaginar que linda experiência. Por isso compartilho com todos. Não são coisas para se guardar.
Um forte abraço.
Exortações.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Papa explica como vencer desânimo da fé

Para o Papa Bento XVI a maior ameaça à Europa não é a crise financeira, mas é a crise ética que ameaça o Velho Continente.

“Embora certos valores como a solidariedade, o serviço aos outros, a responsabilidade pelos pobres e atribulados sejam em grande parte compartilhados, todavia falta muitas vezes a força capaz de motivar e induzir o indivíduo e os grandes grupos sociais a abraçarem renúncias e sacrifícios”, salienta o Pontífice.

No encontro com os membros da Cúria Roma, nesta quinta-feira, 22, na Sala Clementina, Bento XVI ressaltou que o conhecimento e a vontade caminham, necessariamente, lado a lado. A vontade de preservar o lucro pessoal obscurece o conhecimento e este, enfraquecido, é incapaz de revigorar a vontade.

Acesse
.: NA Íntegra: Discurso do Papa à Cúria Romana - 22/12/2011

Então surgem os questionamentos: Onde está a luz que possa iluminar o conhecimento? Onde está a força que sublime a nossa vontade? Segundo o Papa, estas são questões que nova evangelização deve dar resposta.

Mas então como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

As pessoas que frequentam regularmente a Igreja vão se tornando sempre mais idosas e o número de fiéis está diminuindo continuamente. Bento XVI nota também uma estagnação nas vocações ao sacerdócio, bem como um crescimento do cepticismo e da descrença. “Então que devemos fazer?”, questiona o Papa.

“ O cerne da crise da Igreja na Europa, como disse em Friburgo, é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as outras reformas”, salienta.


Fé e felicidade africana

Em sua viagem à Benim, na África, Bento XVI disse não ter visto tédio no ser cristão, ele via alegria, mesmo em meio as dificuldades.

“E desta alegria nascem também às energias para servir Cristo nas situações opressivas de sofrimento humano, para se colocar à sua disposição em vez de acomodar-se no próprio bem-estar. Encontrar esta fé disposta ao sacrifício e, mesmo no meio destas [dificuldades], a 'alegria' é um grande remédio contra a lassidão de ser cristão que experimentamos na Europa”, afirma o Papa.
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JMJ: remédio contra o desânimo da fé

O Pontífice ressalta também que um remédio contra a lassidão do crer foi também a magnífica experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madrid.

“Esta foi uma nova evangelização ao vivo. De forma cada vez mais clara vai-se delineando, nas Jornadas Mundiais da Juventude, um modo novo e rejuvenescido de ser cristão”, disse.

A experiência da JMJ fez o Papa identificar cinco pontos importantes:
1. Universalidade da Igreja

Para Bento XVI, a JMJ Madri mostrou que há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja.

“Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e, no entanto, sentimo-nos imediatamente unidos como uma grande família. Separação e diversidade exteriores ficaram relativizadas. As nossas orações são as mesmas”, destaca o Papa.

No interior de cada um há o mesmo encontro com Jesus Cristo e a liturgia comum constitui uma espécie de pátria do coração e une todo numa grande família.

“Assim compreendemos também de maneira muito concreta que, apesar de todas as fadigas e obscuridades, é bom pertencer à Igreja universal que o Senhor nos deu”, reforça.


2. Novo modo de ser cristão
O encontro com os voluntário que trabalharam para a realização da JMJ 2011 mostrou ao Papa um novo modo de ser cristão. A maioria dos voluntários eram jovens, cerca de 20 mil, e todos eles doaram o próprio tempo e disposição para a realização daquele evento, ofereceram a própria vida.

“No fim, estes jovens estavam, visível e ‘palpavelmente’, inundados de uma grande sensação de felicidade: o seu tempo tinha um sentido; precisamente no dom do seu tempo e da sua força laboral, encontraram o tempo, a vida”, destaca o Pontífice.

Para ele, ficou evidente algo fundamental: estes jovens ofereceram, na fé, um pedaço de suas vidas, e não porque isso lhes fora mandado, nem porque se ganha o céu com isso, nem mesmo porque assim se escapa ao perigo do inferno. Mas os jovens não fizeram isso, porque queriam ser perfeitos, eles não olhavam para trás, para si mesmos.

“Quantas vezes a vida dos cristãos se caracteriza pelo fato de olharem, sobretudo, para si mesmos; por assim dizer, fazem o bem para si mesmos. E como é grande, para todos os homens, a tentação de se preocuparem antes de mais nada consigo mesmos, de olharem para trás para si mesmos, tornando-se assim interiormente vazios, como ‘estátuas de sal’!”, salienta o Papa.


3. Adoração ao Santíssimo Sacramento


Nas vigílias com os jovens, em todas suas viagens deste ano e especialmente na JMJ de Madri, o momento mais importante era sempre a Adoração Eucarística.

“A adoração é, antes de mais nada, um ato de fé; o ato de fé como tal. Deus não é uma hipótese qualquer, possível ou impossível, sobre a origem do universo. Ele está ali. E se Ele está presente, prostro-me diante Dele”, destaca Bento XVI.


4. Sacramento da Penitência
Outro elemento importante das Jornadas é a presença do sacramento da Penitência, que, com uma naturalidade sempre maior, vai se tornando parte do conjunto.

“Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade. Incessantemente a minha alma fica manchada por esta força de gravidade em mim, que me atrai para baixo. Por isso, temos necessidade da humildade que sempre de novo pede perdão a Deus, que se deixa purificar e que desperta em nós a força contrária, a força positiva do Criador, que nos atrai para o alto”, explica o Pontífice.


5. Alegria de ser cristão


Sem dúvida a grande característica de todas as Jornadas com a juventude é a alegria. Mas de onde ela vem? Como se explica?

Seguramente, destaca o Papa, são muitos os fatores que interagem. Mas, para ele, o fator decisivo é a certeza que deriva da fé, a certeza de ser amado e de ter uma missão confiada por Deus.

O filósofo alemão Josef Pieper salienta que ‘quem não é amado, também não se pode amar a si mesmo. Mas o verdadeiro amor, aquele incondicional que todo ser humano necessita provém somente de Deus.

“Quando falta ao homem a percepção de ser acolhido por Deus, de ser amado por Ele, a pergunta sobre se existir como pessoa humana seja verdadeiramente coisa boa, deixa de encontrar qualquer resposta; torna-se cada vez mais insuperável a dúvida acerca da existência humana. Onde se torna predominante a dúvida sobre Deus, acaba inevitavelmente por seguir-se a dúvida acerca do meu ser homem”, reforça o Papa.

É a difusão desta dúvida, da dúvida do amor de Deus que traz a infelicidade e a tristeza interior. Bento XVI reforça que só a fé dá a certeza que é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. É a fé que faz as pessoas felizes a partir de dentro e as JMJ são a prova disso.

Fonte: Canção Nova