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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A "Era Futura" ou Reino de Maria virá por meio da Divina Misericórdia

Blog de exortacaoeavisos : EXORTAÇÕES, A "Era Futura" ou Reino de Maria virá pormeio

Muito falamos sobre Santa Faustina no blog. Ela é secretária da Divina MIsericórdia. Nosso Senhor lhe incumbiu uma grande missão: que espalhasse ao mundo os tesouros do seu Coração Misericordioso e QUE NINGUÉM TENHA MEDO DE SE APROXIMAR DELE, QUE CONFIE NELE.
Falecida em 5 de outubro de 1938, Santa Faustina Kowalska, da Polônia, foi incumbida de uma missão que humanamente falando não chegou a ver.
Em fevereiro de 1938, Sana Faustina ouviu estas palavras:
— No Antigo Testamento, Eu enviei os profetas com raios a meu povo. Hoje eu te envio a toda a humanidade com a Minha Misericórdia. Eu não quero punir a humanidade doente, mas desejo curá-la e estreitá-la junto a meu Coração misericordioso.

Eu uso os castigos só quando elas mesmas me forçam a isso; Minha mão segura a contragosto a espada da justiça. Antes do Dia da Justiça enviarei o Dia da Misericórdia” (p. 522).
A devoção à Divina Misericórdia, de que Santa Faustina é a mensageira, tem uma dimensão escatológica acenada várias vezes por Nosso Senhor: preparação para a segunda vinda d’Ele.

Após a época mencionada como “Dia da Misericórdia” virá o fim do mundo, conforme não só as Escrituras, mas também o anunciado mais de uma por Nossa Senhora em La Salette.
“Escreve isto: antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes da chegada do dia da justiça, será dado aos homens este sinal no céu: apagar-se-á toda luminária no céu e haverá uma grande escuridão sobre toda a Terra.

“Então aparecerá no céu o sinal da cruz, e dos furos por onde entraram os pregos nos pés e nas mãos do Salvador sairão grandes luzes que iluminarão o chão por algum tempo. Isso acontecerá pouco antes do último dia” (p. 44).
— Oh! que grandes graças concederei às almas que recitem este terço: as entranhas da Minha Misericórdia se enternecem em favor daqueles que recitam esse terço.

Escreve estas palavras, minha filha, fala ao mundo da Minha Misericórdia. Que a humanidade toda conheça a Minha insondável misericórdia.

Este é um sinal para o fim dos tempos, após o qual virá o dia da justiça.

Enquanto há tempo recorram à fonte da Minha misericórdia, aproveitem o Sangue e a Água derramado por eles.

“Ó almas humanas, onde encontrareis abrigo no dia da ira de Deus?, acrescenta a Santa. Correi agora para a fonte da misericórdia de Deus. Oh, que grande número de almas eu vejo! Eu vejo que adoraram a misericórdia de Deus e cantarão o hino de glória na eternidade” (p. 309).



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina


Vamos adentrar hoje no ano de 1905, mais precisamente no dia 25 de agosto, num lar pobre, mas profundamente religioso, da cidade chamada Glogowice, Polônia.

Ali nascia nesse dia, Helena Kowalska. Para ela e para nós, Deus tinha planos grandiosos de misericórdia...

Helena era muito estudiosa, dotada de grande inteligência e memória privilegiada. Mas, só conseguiu frequentar a escola durante três anos, pois precisava ajudar a família. Foi preparada para receber a primeira comunhão com 9 anos de idade. Orava muito e recebia a Eucaristía todas as semanas na Missa dominical. Aos 15 anos parte para a cidade vizinha em busca de trabalho para ajudar a familia. Após um ano, regressa com o propósito firme de dizer à sua mãe que deseja abraçar a vida religiosa. Sua mãe se opõe dizendo não possuir dinheiro para o dote exigido. A amargura invade seu coração. Aos 18 anos tenta novamente convencer os pais, mas em vão. Parte, então, para a cidade industrial de Lódz, em busca de trabalho. Lá cumpre seus deveres de cristã levando uma vida comum de vaidades como suas companheiras, porém não encontrado satisfação em nada, mas sempre recebendo o chamado interior do Senhor.

Sofria muito com isso, como relata em seus escritos: Numa ocasião eu estava com minhas irmãs num baile. Quando todos se divertiam, minha alma sentia tormentos interiores. No momento que comecei a dançar, de repente vislumbrei Jesus ao meu lado, Jesus sofredor, despido de suas vestes, todo coberto de chagas, que me disse estas palavras: "Até quando te suportarei e até quando tu me enganarás?"
Tentando disfarçar o ocorrido, deixei dissimuladamente minhas irmãs e companheiras e fui à Catedral de São Estanislau Kostka. Deixei-me cair diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer. Então ouvi estas palavras:"Vai imediatamente à Varsóvia e lá entrarás no convento." Imediatamente contei para as minhas irmãs que deveria partir para Varsóvia, fiz minha mala e disse a elas que se despedissem por mim de meus pais. Desci do trem sem saber a quem me dirigir e disse à Nossa Senhora: "Maria, dirigi-me, guia-me". Imediatamente ouvi em minha alma que saísse da cidade e fosse a certa aldeia, onde poderia passar a noite em segurança. Foi o que fiz. No dia seguinte bem cedo, vim à cidade e  entrei na primeira igreja que encontrei e comecei a rezar. As missas se sucediam e em uma delas ouvi estas palavras: "Vai falar com esse padre e ele te dirá o que deves fazer em seguida" Fui à sacristia e contei o ocorrido e pedi conselho para saber qual convento ingressar. Por enquanto, disse o padre: vou enviar-te a uma senhora piedosa com a qual ficarás até ingressar no convento. Ela me recebeu muito bem.

Depois de muito procurar e ser recusada, bati à porta do convento onde a madre superiora me recebeu e depois de uma breve conversação, disse-me que eu falasse com o Senhor da casa e perguntasse se ele me aceitaria. Fui até a capela e perguntei a Jesus: Senhor, Vós me aceitais? e logo ouvi esta voz: Eu te aceito, tu estás em meu Coração. Voltei e madre me aguardava. Então perguntou se o Senhor me aceitava. Respondi que sim ela me disse: Se o Senhor aceita, então eu também aceito. O convento pertencia à Congregação da Mãe de Deus da Divina Misericórdia. Mas Helena não pode entrar imediatamente, pois não tinha o dote. Teve que trabalhar durante um ano e juntar o dinheiro. Em 1º de Agosto de 1925, Helena atravessou , cheia de alegria, o umbral do convento. Após três semanas, Helena já não se achava tão contente, pois percebeu que havia pouco tempo para as orações. Começou a achar que devia ingressar em uma congregação mais religiosa. Nos dias que se seguiram, este pensamento a atormentava e estava decidida a falar com a madre superiora, mas não conseguia. Certa noite entrou para a sua cela e as luzes estavam apagadas. Deitou-se no chão e rezou muito. Depois de um momento, sua cela clareou-se e viu o rosto de Nosso Senhor, muito triste... Chagas vivas em toda a face e grandes lágrimas caiam na colcha da cama. Então perguntou a Jesus: Jesus, quem vos infligiu tanta dor? e Jesus respondeu:"Tu me infligirás tamanha dor se saíres desta ordem! Chamei-te para cá e não a outro lugar e preparei muitas graças para ti."
Helena disse ter pedido perdão a Ele e mudado a sua decisão. No dia seguinte confessou-se e passou a sentir-se feliz e satisfeita. Depois de dois anos, em 30 de Abril de 1928, Ir. Maria Faustina faz os votos temporários. Foi enviada para Varsóvia e trabalha na cozinha das irmãs e das alunas. Em 1931 é enviada ao convento da cidade de Plock e permanece até 1932. Em 1933 regressa à casa de Cracóvia e em 1º de maio faz a profissão perpétua. Poucos dias depois Ir. Faustina é enviada à cidade de Vilna e lá permanece três anos. Esse período é bastante importante em sua vida espiritual que encontra seu mentor espiritual o padre Miguel Sopocko, confessor do convento, que ajuda -a no desenvolvimento do culto da "Divina Misericórdia", juntamente com a superiora do convento. O artista - pintor Edmundo Kazimierowski - pinta a imagem "Jesus, eu confio em vós", de acordo com as indicações de Ir. Faustina. Em 11 de maio de 1936 ela regressa à Cracóvia. Sua saúde já enfraquecida desde 1932, decai até o ponto de não mais poder executar as tarefas. A superiora a envia a uma casa de saúde perto de Cracóvia. Seu comportamento durante a doença é um hino permanente à Divina Misericórdia, bem como um exemplo de paciência diante da dor, de humildade de completa entrega à vontade divina. Em 05 de Outubro de 1938, Ir. Faustina abandona esta terra, com a vista cravada no crucifixo, tranqüila, sem queixas.

O DIÁRIO DA IR. FAUSTINA

O Diário foi redigido por ordem expressa do Senhor.

Diz o Senhor à Ir. Faustina:

"Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a minha Misericórdia para o proveito das almas, as quais lendo estes escritos, experimentarão consolo na alma e terão coragem de se aproximar de mim. E, por isso, desejo que dediques todos os momentos livres a escrever" (n° 1693).

Seguindo os passos de Ir. Faustina, precisamos lembrar de todas as almas e, em especial, aquelas afastadas de Deus e submersas no desespero, que Jesus espera-as com a sua infinita misericórdia e convida-as a mergulhar nela com total confiança.

Finalmente, repitamos com a Ir. Faustina as palavras dirigidas a Jesus:

"O meu maior desejo é que as almas conheçam que Vós sois a sua felicidade eterna, que creiam na Vossa bondade e glorifiquem para sempre a vossa misericórdia" (n° 305).

O TERÇO

Sobre uma visão em 13 de setembro de 1935, Irmã Faustina escreve:

"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."

No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário:

"Primeiro reze um 'Pai Nosso', uma 'Ave Maria', e o 'Credo'. Então, nas contas maiores diga as seguintes palavras:

'Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.'

Nas contas menores, diga as seguintes palavras:

'Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.'

Conclua dizendo estas palavras três vezes:

'Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.'

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:

"Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha Misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Estas almas têm sobre meu Coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a minha Misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame..."
"....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

A HORA DA DIVINA MISERICÓRDIA

Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta:

"Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que somente por causa de Jesus Deus está abençoando a Terra ."

Jesus disse à Santa Irmã Faustina:

"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão."

"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento ela está largamente aberta para cada alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Naquela hora, ro mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a Justiça.

Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes rezar Via-Sacra, entra ao menos por um momento na capela, e adora a meu Coração, que está cheio de Misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento."

São poucas as almas que contemplam a Minha Paixão com um verdadeiro afeto. Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão."

Uma invocação que se pode dizer às três horas da tarde é:

"Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós."

Jesus estabeleceu três condições indispensáveis para atender às orações feitas na hora da Misericórdia:

  • a oração deve ser dirigida a Jesus;
  • deve ter lugar às três horas da tarde;
  • deve apelar ao valor e aos méritos da Paixão do Senhor.
Devido a esse pedido de Jesus, é costume dos devotos da Divina Misericórdia rezar o Terço da Misericórdia às 15h, e também às 3h quando possível.


domingo, 13 de abril de 2014

"Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão."



Nosso Senhor a Santa Faustina ( 1933):
"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento ela está largamente aberta para cada alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Naquela hora, o mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a Justiça. Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes rezar a Via-Sacra, entra ao menos por um momento na capela, e adora a meu Coração, que está cheio de Misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento."
A DIVINA MISERICÓRDIA(Festa: 1º. Domingo após a Páscoa)
A devoção à Divina Misericórdia foi pedida por Jesus à Irmã Faustina Kowalska, na Polônia. As formas dessa devoção, de extrema eficácia à salvação das almas, são:
 A Imagem, ( postada acima) - alguns padres providenciam benzem e distribuem para os fiéis no primeiro domingo após a páscoa.
A Festa (1º domingo depois da Páscoa),
A Novena, o Terço, e a Hora da Misericórdia Divina (às três horas da tarde).

A Hora da Misericórdia
 Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta: "Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que, somente por causa de Jesus, Deus está abençoando a Terra."
O TERÇO À DIVINA MISERICÓRDIA
Em 13 de setembro de 1935, Irmã Faustina escreve:

"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."
 No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário: o Terço da Misericórdia.
 Disse Jesus a Irmã Faustina:
 "Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz.'
"....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

O Terço da Misericórdia
Como rezar:
Para ser rezado nas contas do terço.
"No começo: Pai Nosso..., Ave Maria..., e o Creio...
 A seguir, nas contas grandes (do Pai-Nosso), rezamos:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
 Nas contas pequenas (da Ave-Maria), rezamos:
Pela Sua dolorosa Paixão; tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
 E no final do terço rezamos três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteito.
 A NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA
(Do DIÁRIO de santa Irmã Faustina)
"NOVENA à Misericórdia Divina que Jesus me mandou escrever e rezar antes da Festa da Misericórdia, Começa na sexta-feira Santa. (A Festa da Misericórdia Divina acontece no primeiro domingo após a Páscoa.)
Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas.
Primeiro Dia – (Sexta-feira Santa).
Hoje, traze-Me a Humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.
Ó onipotência da misericórdia divina,
Socorro para o homem pecador,
Vós sois o oceano de misericórdia a de amor,
E ajudais a quem Vos pede humildemente.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda Humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia, pelos séculos dos séculos. Amém.
Segundo Dia – (Sábado Santo).
Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.
A fonte do amor divino
Mora nos corações puros,
Banhados no mar da misericórdia ,
Brilhantes como as estrelas, luminosos como a aurora.
Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha: 
para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e,
pelos sentimentos do Coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação, e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável misericórdia, pelos séculos eternos. Amém.
Terceiro Dia – (Dia de Páscoa).
Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.
As maravilhas da misericórdia são insondáveis;
Nem o pecador nem o justo as entenderá;
Para todos olhais com o olhar da compaixão
E a todos atraís para o Vosso amor.
Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa imensa misericórdia, por toda a eternidade. Amem.
Quarto Dia
Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na Minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia. Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai ma mansão do Vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem, as maravilhas de Vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do Vosso compassivo Coração.
Que a luz do Vosso amor
Ilumine as trevas das almas!
Fazei que essas almas Vos conheçam
E glorifiquem a Vossa misericórdia, juntamente conosco!
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.
Quinto Dia
Hoje traze-me as almas dos cristãos separadas da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.
Mesmo para aqueles que rasgaram o manto da Vossa Unidade
Flui do Vosso Coração uma fonte de compaixão;
A onipotência da Vossa misericórdia, ó Deus,
Pode tirar também essas almas do erro.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do Vosso Filho e para sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa misericórdia por todos os séculos eternos. Amém
Sexto Dia
Hoje, traze-me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.
A alma verdadeiramente humilde e mansa
Já respira aqui na terra o ar do paraíso,
E o perfume do seu coração humilde
Encanta o próprio Criador.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas mansas, humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a Vosso Filho. O perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso Trono. Pai de misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas: abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à Vossa misericórdia, pelos séculos eternos. Amém
Sétimo Dia
Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.
A alma que glorifica a bondade do Senhor
É por Ele especialmente amada;
Ela está sempre próxima da fonte viva
E bebe as graças da misericórdia divina.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa insondável misericórdia. Elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino da misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a Vossa misericórdia segundo a esperança e a confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: As almas que veneram a Minha insondável misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a sua vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória. Amém
Oitavo Dia
Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.
Do terrível ardor do fogo do purgatório
Ergue-se um lamento das almas a Vossa misericórdia;
E recebem consolo, alívio e conforto
Na torrente derramada do Sangue e da Água.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, Vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Santíssima Alma, mostreis Vossa misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça. Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém
Nono Dia – (Sábado, vigília da Festa da Misericórdia)
Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.
O fogo e o gelo não podem ser unidos,
Porque ou o fogo se apaga, ou o gelo se derrete;
Mas a Vossa misericórdia, ó Deus,
Pode auxiliar indigências ainda maiores.
Eterno Pai, olhai com Vossa misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por Sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da Vossa misericórdia... Amém" (Diário 1209-1228).

Na NOVENA: "O Senhor me disse para rezar o Terço [da misericórdia] por nove dias antes da Festa da Misericórdia (...)
 Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças" (Diário 796).
  
A Festa da Misericórdia

O Diário de Irmã Faustina contém pelo menos quinze ocasiões nas quais se refere ao pedido do Senhor para que fosse estabelecida em toda a Igreja, oficialmente, a "Festa da Misericórdia". Ele disse:
 "Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. (indulgência plenária) Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças.
Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate... A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas... Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia." (Diário nº.699)
 Jesus também pediu que a Festa da Divina Misericórdia fosse precedida por uma Novena à Divina Misericórdiaa ser iniciada na Sexta-Feira Santa. Ele deu a Irmã Faustina uma intenção pela qual rezar a cada dia da Novena. Em seu diário, Irmã Faustina relata que Jesus lhe disse:
 "Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai... Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas." (Diário nº.1209)

INDULGÊNCIA PLENÁRIANA FESTA DA MISERICÓRDIA.
DECRETO DO VATICANO.
Anexadas indulgências aos atos de culto, realizados em honra da Misericórdia Divina.
"A tua misericórdia, ó Deus, não conhece limites e é infinito o tesouro da tua bondade... (Oração depois do Hino "Te Deum") e "Ó Deus, que revelas a tua onipotência sobretudo com a misericórdia e com o perdão..." (Oração do Domingo XXVI do Tempo Comum), canta humilde e fielmente a Santa Mãe Igreja. De fato, a imensa condescendência de Deus, tanto em relação ao gênero humano no seu conjunto como ao de cada homem individualmente, resplandece de maneira especial quando pelo próprio Deus onipotente são perdoados pecados e defeitos morais e os culpados são paternalmente readmitidos na sua amizade, que merecidamente perderam.
Os fiéis com profundo afeto da alma são por isto atraídos para comemorar os mistérios do perdão divino e para os celebrar plenamente, e compreendem de maneira clara a máxima conveniência, aliás o dever de que o Povo de Deus louve com fórmulas particulares de oração a Misericórdia Divina e, ao mesmo tempo, cumpra com sentimentos de gratidão as obras pedidas e tendo cumprido as devidas condições, obtenha vantagens espirituais derivadas do Tesouro da Igreja. "O mistério pascal é o ponto culminante desta revelação e atuação da misericórdia, que é capaz de justificar o homem, e de restabelecer a justiça como realização daquele desígnio salvífico que Deus, desde o princípio, tinha querido realizar no homem e, por meio do homem, no mundo" (Carta enc. Dives in misericordia, 7).
Na realidade, a Misericórdia Divina sabe perdoar até os pecados mais graves, mas, ao fazê-lo, estimula os fiéis a conceber uma dor sobrenatural, não meramente psicológica, dos próprios pecados, de forma que, sempre com a ajuda da graça divina, formulem um firme propósito de não voltar a pecar. Tais disposições da alma obtêm efetivamente o perdão dos pecados mortais quando o fiel recebe frutuosamente o sacramento da Penitência ou se arrepende dos mesmos mediante um ato de caridade e de sofrimento perfeitos, com o propósito de retomarem o mais depressa possível a prática do próprio sacramento da Penitência: de fato, Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola do filho pródigo ensina-nos que o pecador deve confessar a sua miséria a Deus dizendo: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho" (Lc 15, 18-19), admoestando que isto é obra de Deus: "estava morto e reviveu; estava perdido e encontrou-se" (Ibid., 15, 32).
Por isso, com providencial sensibilidade pastoral, o Sumo Pontífice João Paulo II, a fim de infundir profundamente na alma dos fiéis estes preceitos e ensinamentos da fé cristã, movido pela suave consideração do Pai das Misericórdias, quis que o segundo Domingo de Páscoa fosse dedicado a recordar com especial devoção estes dons da graça, atribuindo a esse Domingo a denominação de "Domingo da Misericórdia Divina" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto Misericors et miserator, 5 de Maio de 2000).
O Evangelho do segundo Domingo de Páscoa descreve as maravilhas realizadas por Cristo Senhor no próprio dia da Ressurreição na primeira aparição pública: "Na tarde desse dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se achavam juntos, com medo dos judeus, veio Jesus pôr-Se no meio deles e disse-lhes: "A paz seja convosco". Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. E Ele disse-lhes de novo: "A paz seja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós". Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 19-23).
Para fazer com que os fiéis vivam com piedade intensa esta celebração, o mesmo Sumo Pontífice estabeleceu que o citado Domingo seja enriquecido com a Indulgência Plenária, como será indicado a seguir, para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos.
Desta forma, os fiéis observaram mais perfeitamente o espírito do Evangelho, acolhendo em si a renovação ilustrada e introduzida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II: "Lembrados das palavras do Senhor: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 35), os cristãos não podem formular desejo mais vivo do que servir os homens do seu tempo com uma generosidade cada vez maior e mais eficaz... A vontade do Pai é que reconheçamos e amemos efetivamente Cristo nosso Irmão, em todos os homens, com a palavra e as obras" (Const. past. Gaudium et spes, 93).
Por conseguinte, o Sumo Pontífice animado pelo fervoroso desejo de favorecer o mais possível no povo cristão estes sentimentos de piedade para com a Misericórdia Divina, devido aos riquíssimos frutos espirituais que disto se podem esperar, na Audiência concedida a 13 de Junho de 2002 aos abaixo assinados Responsáveis da Penitenciaria Apostólica, dignou-se conceder-nos Indulgências nos seguintes termos:
Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da "Misericórdia Divina", em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., "Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti").
Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.
Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do gênero, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma atividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., "Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti").
Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incômodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.
Os sacerdotes, que desempenham o ministério pastoral, sobretudo os párocos, informem da maneira mais conveniente os seus fiéis desta saudável disposição da Igreja, disponham-se com espírito imediato e generoso a ouvir as suas confissões, e no Domingo da Misericórdia Divina, depois da celebração da Santa Missa ou das Vésperas, ou durante uma prática piedosa em honra da Misericórdia Divina, guiem, com a dignidade própria do rito, a recitação das orações acima indicadas: por fim, sendo "Bem-aventurados e misericordiosos, porque encontrarão misericórdia" (Mt 5, 7), ao ensinar a catequese estimulem docemente os fiéis a praticar todas as vezes que lhes for possível obras de caridade ou de misericórdia, seguindo o exemplo e o mandato de Jesus Cristo, como é indicado na segunda concessão geral do "Enchiridion Indulgentiarum".
Este Decreto tem vigor perpétuo. Não obstante qualquer disposição contrária.
Roma, Sede da Penitenciaria Apostólica, 29 de Junho de 2002, solenidade dos santos Apóstolos Pedro e Paulo.

D. Luigi de MAGISTRIS Pró-Penitenciário-Mor
Gianfranco GIROTTI, O.F.M. Conv. Regente


sábado, 14 de abril de 2012

15 DE ABRIL - FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA


"O Meu olhar, nesta imagem,
é o mesmo que Eu tinha na Cruz."
(Diário, 326)

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SANTA IRMÃ MARIA FAUSTINA KOWALSKA

(1905-1938)

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A Irmã Faustina Kowalski, apóstola da Misericórdia de Deus, é considerada pelos teólogos como fazendo parte dos grandes místicos da Igreja.
Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos de uma pobre – mas piedosa – família de aldeões estabelecidos em Glogowiec (Polônia). No batismo, realizado na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e também por uma grande sensibilidade à miséria humana.
Freqüentou a escola, mas não chegou a concluir a terceira séria. Ainda jovem, aos dezesseis anos deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów e Lodz, a fim de angariar meios para sua própria subsistência e ajudar os seus pais.
O chamado da vocação religiosa fez-se sentir desde os sete anos de idade (dois anos antes da Primeira Comunhão), embora seus pais não concordassem com a idéia de que a filha entrasse num convento. Nessa situação, Helena procurava ocultar o chamado divino. Mas foi interpelada pela visão de Cristo sofredor e suas palavras de repreensão. Anos depois escreveria em seu Diário:
"Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores.
No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus ao meu lado, Jesus sofredor, despojado de suas vestes, todo coberto de chagas. E que me disse estas palavras: Até quando hei de ter paciência contigo, e até quando tu me decepcionarás?
Nesse momento para mim cessou a música animada. Não vi mais as pessoas que estavam comigo: somente Jesus e eu ali permanecíamos.
Sentei-me, depois, ao lado de minha irmã, disfarcei o que tinha se passado comigo, dando a entender que estava com uma forte dor de cabeça.
Em seguida, afastei-me discretamente dos que me acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir.
Então, ouvi estas palavras: Vai imediatamente a Varsóvia e lá entrarás no convento.
Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei para a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais. E assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia" (Diário, 9).

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No interior desta catedral Nosso Senhor chamou Irmã Faustina à vida religiosa






Bateu em muitas portas de casas religiosas. Todavia, em nenhuma foi admitida. Finalmente, no dia 1º de agosto de 1925, transpôs o limiar da clausura no convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia, na Rua Zytnia, em Varsóvia. No seu Diário escreveu:
"Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso. O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças" (Diário, 17).
Na Congregação recebeu o nome de Irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia. Foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia, Vilnius (capital da Lituânia) e Plock, exercendo as funções de cozinheira, jardineira e porteira.
Não deixava transparecer exteriormente a sua profunda vida mística. Cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse natural, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo.
O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha desde antes de ingressar na Congregação, enfraqueceram tão severamente seu organismo que, já no postulado, teve de ser enviada a Skolimow, perto de Varsóvia, para tratamento de saúde. Após o primeiro ano do noviciado vieram as experiências místicas extremamente dolorosas – a chamada noite escura – e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo.
Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos. Nos últimos anos de vida intensificaram-se os sofrimentos interiores da "noite passiva do espírito", bem como os problemas físicos de saúde. Desenvolveu-se a tuberculose, que atacou os pulmões e o estômago. Em razão disso, por duas vezes, e por um período de vários meses, permaneceu em tratamento no hospital de Pradnik, em Cracóvia.
Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa.
Seu corpo foi sepultado em um túmulo no cemitério do convento, em Cracóvia – Lagiewniki. No período do processo informativo para a sua canonização, em 1966, foi transferido à capela do mesmo convento.

A Sagrada Imagem de Jesus Misericordioso

(Diário, 22 de fevereiro de 1931)
À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco.
Uma das mãos estava erguida para a bênção, e a outra tocava-lhe a túnica, sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um era vermelho e o outro branco.
Em silêncio, eu contemplava o Senhor. A minha alma estava cheia de temor, mas também de grande alegria.
Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. ... Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte.
... Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia.
Desejo que os sacerdotes anunciem essa minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim.
Certa vez, cansada das diversas dificuldades que tinha por causa de Jesus falar-me e cobrar-me a pintura da Imagem, decidi firmemente, antes dos votos perpétuos, pedir ao Frei Andrasz que me dispensasse daquelas inspirações interiores e da obrigação de pintar a Imagem.
Depois de me ouvir em confissão, Frei Andrasz deu-me esta resposta: "Não dispenso a Irmã de nada. E a Irmã não pode esquivar-se dessas inspirações interiores. Mas deve, necessariamente, relatar tudo ao confessor, sem falta, porque de outra forma incorrerá em erro, apesar dessas grandes graças de Deus. Neste momento, a Irmã está se confessando comigo, mas saiba que devia ter um confessor permanente, isto é, um diretor espiritual."
Fiquei imensamente preocupada com isso. Pensei que me livraria de tudo, e aconteceu o contrário: uma ordem explícita para atender aos pedidos de Jesus. E agora, um novo tormento, o de ainda não ter um confessor permanente.
.... Contudo, a bondade de Jesus é infinita e Ele prometeu-me ajuda visível na Terra. Recebi-a em breve, em Vilnius (Lituânia). Reconheci no padre Sopocko essa ajuda de Deus. Antes de chegar a Vilnius, conheci-o por uma visão interior. Certo dia, vi-o na nossa capela entre o altar e o confessionário. Então ouvi uma voz interior: Eis a tua ajuda visível na Terra. Ele te ajudará a cumprir a minha vontade. (Diário, 47-53).

Para Irmã Faustina, a tarefa imposta por Nosso Senhor era simplesmente irrealizável, visto que ela não possuía as aptidões artísticas necessárias para isso. Não obstante, ela procurava ser obediente à vontade de Jesus e tentava pintar o quadro da forma como podia, mas sem resultado.
Por um lado, a insistência de Nosso Senhor para que ela realizasse essa tarefa; e, por outro lado, a descrença dos confessores e dos superiores, tornaram-se para Irmã Faustina um grande sofrimento pessoal.
Após três anos de permanência em Plock, ela foi transferida a Varsóvia, Polônia. No entanto, também ali continuou preocupada com a incumbência que Jesus lhe deu, ainda não realizada. Nosso Senhor lhe fez sentir como nos planos divinos era importante a realização da tarefa que dela estava esperando:
"De repente vi o Senhor, que me disse: Fica sabendo que, se negligenciares a tarefa da pintura dessa Imagem, e de toda a obra da misericórdia, serás responsável por um grande número de almas no dia do Juízo." (Diário, 154).
Depois de professar os votos perpétuos, Irmã Faustina foi transferida para Vilnius (Lituânia). Lá se encontrou com o seu diretor espiritual, o Pe. Sopocko, que previamente lhe havia sido anunciado por uma visão interior, o qual empreenderá a tentativa de concretizar os pedidos de Nosso Senhor.
"Levado mais pela curiosidade de ver que Imagem seria essa, do que pela crença na veracidade dessas visões, pedi ao pintor Eugênio Kazimirowski que pintasse esse quadro" (Pe. Sopocko, Memórias).
O Pe. Miguel Sopocko informou parcialmente o pintor a respeito da missão de Irmã Faustina. Exigiu dele, entretanto, o compromisso de manter segredo a esse respeito.
Eugênio Kazimirowski, famoso e hábil pintor, mostrou-se digno de pintar a Imagem de Jesus Misericordioso. Concluiu seus estudos artísticos em Cracóvia, sob a orientação de Luszczakiewicz, Axentowicz e Wyczólkowski. Como bolsista, esteve em Lvov, Munique e Paris. Aprofundou também as suas aptidões na Academia S. Lucas em Roma.
Pintar sob orientação significava renunciar à própria visão artística, em prol de uma execução fiel do que lhe era relatado por Irmã Faustina, que vinha ao ateliê do pintor ao menos uma vez por semana, durante seis meses, a fim de sugerir detalhes e apontar os erros.
Ela estava buscando uma execução fiel da imagem de Jesus Misericordioso, de acordo com a vontade divina, e segundo o modelo que lhe havia sido revelado na visão.
Da pintura da Imagem participou ativamente o Pe. Sopocko, que, a pedido do pintor, posou vestindo uma alva. O tempo da pintura serviu de ocasião para uma interpretação mais profunda do seu conteúdo. As questões controvertidas eram decididas pelo próprio Jesus Cristo (Diário 299; 326; 327; 344). Foi muito eloqüente um diálogo de Irmã Faustina com Nosso Senhor a respeito do quadro pintado:
"Quando fui à casa daquele pintor que estava pintando a Imagem, e vi que ela não era tão bela, como o é Jesus, fiquei muito triste com isso, mas escondi essa mágoa no fundo do meu coração. … A Madre Superiora ficou na cidade para resolver diversos assuntos e eu voltei para casa sozinha. Imediatamente dirigi-me à capela e chorei muito. Eu disse ao Senhor: Quem vos pintará tão belo como sois? Então ouvi estas palavras: O valor da Imagem não está na beleza da tinta, nem na habilidade do pintor, mas na minha graça." (Diário, 313).[1]
Desse diálogo emana a sinceridade de Irmã Faustina, agraciada com dons sobrenaturais, que em suas vivências místicas via a beleza do Salvador ressuscitado. Por diversas vezes Nosso Senhor lhe apareceu da forma como se encontra na Imagem (Diário 473; 500; 851; 1046; 1565). E também pediu várias vezes que essa Imagem ficasse acessível para o culto público. Isso confirma que Ele aceitou a Imagem, conforme estava pintada no quadro, aprovando-a, ao aparecer para Irmã Faustina nessa mesma forma.
Nos dias 26 a 28 de abril de 1935, graças ao empenho do Pe. Sopocko, a efígie do Salvador Misericordioso recebeu, pela primeira vez, a veneração dos numerosos fiéis, que rezavam durante as solenidades do encerramento do Jubileu da Redenção do Mundo. Essa solenidade coincidiu com o primeiro domingo depois da Páscoa, como havia pedido Nosso Senhor. Irmã Faustina participou dela. O sermão sobre a Misericórdia Divina foi pregado pelo Pe. Sopocko.
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Ao fundo, o grande vitral de Ostra Brama. Sobre ele, em 1935, foi exposta a Imagem de Jesus Misericordioso
"Por admirável desígnio, aconteceu tudo como o Senhor pedira: a primeira veneração que a Imagem recebeu das multidões foi no primeiro Domingo depois da Páscoa. Durante três dias ficou exposta publicamente. Recebeu o culto dos fiéis em Ostra Brama (Ausros Vartai), exposta na parte superior do grande vitral; por isso, podia ser vista de muito longe."
Na capela-santuário de Ostra Brama,[2] em Vilnius, Lituânia, foi comemorado solenemente, durante esses três dias, o encerramento do Jubileu da Redenção do Mundo – os 1900 anos da Paixão do Salvador.
"Agora vejo que a obra da Redenção está ligada com a obra da misericórdia, que o Senhor está exigindo" (Diário, 89).
"Quando a Imagem foi exposta, vi o braço de Jesus fazer um movimento e traçar um grande sinal da cruz. Nesse mesmo dia, (...) vi como essa Imagem pairava sobre uma cidade, e essa cidade estava coberta de fios e de redes. À medida que Jesus ia passando, cortava todas essas redes e, no fim, traçou um grande sinal da cruz e desapareceu..." (Diário, 416).
"Quando estava em Ostra Brama, durante as solenidades em que a Imagem foi exposta, assisti o sermão que foi pronunciado por meu confessor (Pe. Sopocko). O sermão tratava da misericórdia de Deus, sobre a qual Jesus insistia há tanto tempo. Quando começou a falar sobre a grande misericórdia do Senhor, a Imagem tornou-se como que viva, e os raios penetravam no coração das pessoas ali reunidas, embora não na mesma medida. Uns recebiam mais, outros menos. Uma grande alegria inundou minha alma ao ver a graça de Deus" (Diário, 417).
"Quando estava se encerrando a celebração e o sacerdote segurou o Santíssimo Sacramento para dar a bênção, então vi Jesus tal como está pintado na Imagem. O Senhor deu a Sua bênção e os dois raios espalharam-se pelo mundo inteiro. Então, vi uma claridade impenetrável, sob a forma de uma casa de cristal, tecida de ondas de claridade inacessível a nenhuma criatura, nem espírito. A essa claridade conduziam três portas – e nesse momento Jesus, como aparece na Imagem, entrou nessa claridade pela segunda porta – no interior da Unidade" (Diário, 420).
"Os dois raios (na Imagem) representam o Sangue e a Água: o raio branco significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da minha misericórdia, quando na Cruz o meu Coração agonizante foi aberto pela lança (...). Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).
"Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (Diário, 570).
As solenidades de Ostra Brama foram a manifestação pública do poder da Divina Misericórdia. Para Irmã Faustina, representaram o sinal e a concessão das graças previamente prometidas.
Em sua correspondência posterior com o Pe. Sopocko, Irmã Faustina escreve: "Deus me deu a conhecer que está satisfeito com o que já foi feito. Mergulhando na oração e na proximidade de Deus, senti em minha alma uma profunda paz quanto ao conjunto dessa obra. (...) E agora, no que diz respeito a essas imagens (pequenas cópias), (...) aos poucos as pessoas as vão comprando, e muitas almas já alcançaram a graça divina que brotou dessa fonte. Como tudo, também esta obra vai progredir aos poucos. Esses santinhos não são tão bonitos como aquela imagem grande, mas são comprados por aqueles que se sentem atraídos pela graça divina..." (Carta, Cracóvia, 21 de fevereiro de 1938).
No dia 4 de abril de 1937, com a autorização do metropolita de Vilnius, o arcebispo Romualdo Jalbrzykowski, e após uma opinião positiva dos peritos, a Imagem de Jesus Misericordioso foi benta e exposta na igreja de São Miguel, em Vilnius, onde começou a ser alvo de veneração cada vez maior. Em 1941 uma comissão de peritos, convocada a pedido do metropolita, declarou que ”essa imagem foi executada artisticamente e constitui um precioso patrimônio da arte religiosa contemporânea”. (Protocolo da Comissão relacionado com a avaliação e a preservação da imagem do Salvador Misericordiosíssimo na igreja de São Miguel em Vilnius, do dia 27 de maio de 1941, assinado pelos peritos: professor de História da Arte, Dr. M. Morelowski; professor de Teologia Dogmática, Pe. Dr. L. Puchaty; e o conservador, Pe. Dr. P. Sledziewski).
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”Ofereço aos homens um vaso,
com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia.
Esse vaso é a Imagem com a inscrição Jezu, ufam tobie Jesus, eu confio em Vós”
(Diário, 327).
Em conseqüência das operações de guerra (1939-1945), a imagem de Jesus Misericordioso permaneceu na Lituânia, que foi dominada pela URSS, e por algumas dezenas de anos tornou-se inacessível aos romeiros. Apesar das muitas ameaças – por muitos anos a imagem permaneceu escondida num sótão, enrolada, guardada num ambiente úmido e frio, e diversas vezes foi restaurada sem o uso da técnica especializada –, por uma milagrosa intervenção divina nada sofreu durante os tempos do comunismo.
Sabe-se através dos depoimentos pessoais do Pe. Sopocko (conservados em fitas cassete), que ele concedeu à Irmã Faustina total liberdade para dirigir o trabalho do pintor.
Ao mesmo tempo, em seus depoimentos ele confirma que a imagem foi pintada exatamente de acordo com as orientações dela. O extraordinário cuidado na execução da Santa Efígie do Salvador, gravada na memória de Irmã Faustina, é confirmado pelo fato de que a efígie pintada corresponde perfeitamente às proporções e à figura estampada no Sudário de Turim.
Tiveram influência negativa na aparência da Imagem os trabalhos de conservação, que por diversas vezes foram realizados de maneira não profissional. A camada de parafina imposta então na Imagem, ainda que tivesse diminuído sensivelmente os efeitos da umidade, provocou a mudança nos matizes das suas cores originais. Essas intervenções por muitos anos encobriram os valores artísticos da Imagem.
Após um grande trabalho de primorosa restauração realizado em 2003, a Imagem recuperou a eloqüência visível da mensagem. A bela figura do Salvador Misericordioso, que se apresenta no espaço escuro, conduz a atenção das pessoas para a luz dos raios de misericórdia, que brotam do Coração aberto na Cruz.
Entretanto, esta primeira Imagem de Jesus Misericordioso, exposta a partir de 1987 na igreja do Espírito Santo em Vilnius, não despertou especial interesse, tanto dos peregrinos como das autoridades eclesiásticas. A falta de condições adequadas da exposição da Imagem contribuiu para novas mudanças desfavoráveis em sua matéria. Somente a partir de julho de 2001, com o consentimento do Pe. Miroslau Grabowski, pároco da igreja do Espírito Santo, a Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso pôde envolver com a sua proteção essa singular e valiosa Imagem.
Há algumas dezenas de anos, esta Congregação se empenha pela propagação da primeira Imagem de Jesus Misericordioso, daquela que surgiu na atmosfera do milagre divino, da oração e do sofrimento de Irmã Faustina, da sua presença e co-participação.
Graças aos empenhos e à dedicação das Irmãs, em abril de 2003 foi realizada a restauração geral da Imagem, que se realizou na casa da Congregação em Vilnius. Dela foram retirados todos os acréscimos pintados, foram consertadas as partes danificadas e removidas as manchas que haviam surgido em conseqüência de umidade e de tentativas de removê-las com produtos químicos. Em conseqüência da restauração realizada, devolveu-se à Imagem o seu aspecto primitivo.
Apesar de ter sido realizada uma restauração geral, o estado do seu material ficou sensivelmente prejudicado, razão pela qual deve ser exposta em condições adequadas e de acordo com as recomendações dos técnicos. A restauração foi realizada pela Sra. Edite Hankowski-Czerwinski, de Wloclawek (Polônia), restauradora de obras de arte, formada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Nicolau Copérnico, de Torun (Polônia).
Desde 2005 a Imagem é venerada na mesma capela-santuário de Ostra Brama, hoje Santuário da Misericórdia Divina, em Vilnius. A primitiva Imagem, pintada pelo pintor Eugênio Kazimirowski, e feita segundo a orientação direta da Irmã Faustina, não deve ser confundida com a pintura feita em 1944 pelo artista Adolfo Hyla, que pintou segundo a sua própria concepção; essa obra encontra-se exposta em Cracóvia, Polônia. O simples cotejo entre ambas revela a autenticidade e superioridade da pintura feita por Eugênio Kazimirowski conforme as indicações de Irmã Faustina.
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Eugênio Kazimirowski,
Vilnius, Lituânia, 1934
 

 NOTAS DO EDITOR:
[1] Jesus refere-se às graças que daria através da Imagem.
[2] Ausros Vartai, em lituano, significa Portal da Aurora; o mesmo lugar, que é a capela-santuário, em polonês é chamado Ostra Brama, que significa Portal Reluzente. A capela de Nossa Senhora de Ostra Brama hoje também é denominada Santuário da Misericórdia Divina. Nesse lugar também é venerado o célebre ícone de Nossa Senhora Porta da Aurora, ou Nossa Senhora da Misericórdia.
[3] Trata-se de uma visão sobre a Santíssima Trindade.

Fonte: Site da Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso.