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domingo, 13 de novembro de 2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Lindos ensinamentos de São Francisco de Sales sobre o Purgatório

1 - As almas ali vivem uma contínua união com Deus.
2 - Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.
3 -Purificam-se de forma voluntária, amorosamente, porque assim o quer Deus.
4 - Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.
5 - São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.
6 - Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.
7 - São consoladas pelos anjos.
8 - Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.
9 - As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.
10 - Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.
11 - O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.
( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981)
Blog de exortacaoeavisos : EXORTAÇÕES, Lindos ensinamentos de São Francisco de Sales sobre o Purgatório

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Nossa Senhora e as almas do Purgatório



Os devotos da piedosissima Mãe são muito felizes, porque não somente Ela os ajuda quando estão em vida, mas são assistidos e consolados pela Sua proteção também no Purgatório. Naquele lugar as almas não podem ajudar-se sozinhas e precisam ainda mais de alívio, porque são mais atormentadas, por isso a Mãe de Misericórdia se empenha muito mais a socorrê-las de quando estavam na terra.
    A Mãe Divina disse a Santa Brigida: eu sou a Mãe de todas as almas que se encontram no Purgatório e intervenho continuamente com as minhas orações para diminuir as penas que merecem pelas culpas cometidas durante a vida delas. As vezes a piedosa Mãe nem nega de entrar naquela santa prisão para visitar e consolar as Suas filhas aflitas. Nos Provérbios está escrito: "Passei nas profundidades dos abismos". São Boaventura atribui este pensamento a Maria e explica: "Eu penetrei no fundo daquele abismo, isto é, o Purgatório, para aliviar com a Minha presença, aquelas almas santas". Diz São Vincente Ferreri: "A Madona é tão cortez e boa com quem sofre no Purgatório e intervém continuamente doando a elas conforto e alivio!".
   Um dia, Santa Brigida ouviu Jesus dizer à Mãe: "Tu és Minha Mãe, és a Mãe da Misericórdia, és a consolação daqueles que se encontram no Purgatório". A Beata Virgem disse a Santa Brigida que como um pobre doente, abandonado e aflito, com algumas palavras de conforto se sentem reviver, assim as Élmas se consolam também somente em ouvir o nome da Madona.
   Maria não somente consola e ajuda os seus devotos do Purgatório mas com a Sua intercessão obtém a liberdade para eles. Escreveu Gersone e o conferma o Novarino dizendo de ter lido nas obras dos Autores importantes que Maria no momento da Sua gloriosa Assunção pediu ao Filho a graça de poder conduzir com Si todas as almas que naquele momento se encontravam no Purgatório. São Benardino de Siena confirma com absoluta certeza que a Beata Virgem tem a faculdade, através da oração e aplicando também os Seus méritos, de liberar as almas do Purgatório e particularmente os Seus devotos.
   Refere São Pier Damiani que uma mulher de nome Marzia, morta jà da algum tempo, apareceu a uma sua amiga e lhe disse que o dia da Assunção de Maria tinha sido liberada do Purgatório da Rainha do Céu junto a tantas outras almas. O mesmo conferma São Dionisio Cartusiano pela festividade do Nascimento e da Ressurreição de Jesus Cristo. O Santo afirma que em tais dias Maria desce no Purgatório acompanhada da fila de Anjos e libera muitas almas daquelas penas. O Novarino pensa que isto aconteça em qualquer festa solene da Santa Virgem.
   È conhecida a promessa de Maria ao Papa Joao XXII. Em uma aparição lhe ordenou de fazer conhecer a todos que aqueles que tivessem levado o sagrado escapulário do Carmo, teriam sidos liberados do Purgatório o sabado depois da morte deles. Refere padre Crasset que o Pontífice o declarou e depois foi confirmado por Alessandro V, por Clemente VII, Pio V, Gregorio XIII e Paolo V.
   A Beata Virgem encarregou frei Abbondo de levar uma messagem da Sua parte ao Beato Godifredo: "Diga a frei Godifredo que progrida nas virtudes, assim pertencerá ao Meu Filho e a Mim. Quando a sua alma deixará o corpo, não permitirei que vai em Purgatório, mas a pegarei e a oferecerei a Jesus". Se desejamos ajudar as almas santas do Purgatório, oremos sempre a Santa Virgem por elas e em particular com o Santo Rosário que lhes propicia um grande alivio.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A gratidão das almas




   A ingratidão não pode existir no purgatório. Aquelas benditas almas nos hão de proteger e socorrer sempre.
   O Cardeal Barônio conta que uma pessoa devota das almas foi terrivelmente tentada na hora da morte. Mas eis que uma multidão de pessoas veio em seu auxílio. Logo ficou livre de toda perturbação e perguntou: - Que multidão é esta que entrou aqui e na mesma hora senti alívio e fui socorrido pelo céu?

   O que fizerdes ao mínimo dos meus é a mim que o fazeis, diz o Senhor. Sereis medidos com a mesma medida que houverdes usado para com os outros. Deus é muito justo para deixar uma só ação sem recompensa e, recompensando como Deus, dá mais do que lhe deu.
   Tudo o que damos por caridade, diz Santo Ambrósio, às almas do purgatório, converte-se em graças para nós e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado.
   O purgatório é um banco espiritual em que podemos depositar quotidianamente nossas boas obras; e aí estão em seguro e se multiplicam; e quando estamos necessitados, daí vêm como viria o rendimento de um dinheiro depositado, a luz, a força, o auxílio que carecemos. Sejamos generosos; muito generosos.
  Constituímos no céu um representante nosso que em nosso nome adora, louva e glorifica o Senhor.
   Constituímos protetores nossos as almas por quem oramos, são Santas, é o que diz Suarez, essas almas caras a Deus. A caridade leva-as a nos amar... e intercederão por nós sem cessar.


 Oração de Santa Gertrudes

Prometeu o Senhor a Santa Gertrudes, que seriam libertas 1000 Almas do Purgatório, cada vez que esta Oração fosse rezada, sendo ainda extensível aos pecadores.






sábado, 31 de outubro de 2015

Santa Francisca Romana e as Almas


Numa visão, a santa foi conduzida do inferno ao purgatório, que, igualmente está dividido em três zonas ou esferas, uma sobre a outra. Ao entrar, Santa Francisca leu esta inscrição:
Aqui é o purgatório, lugar de esperança, onde se faz um intervalo. A zona inferior é toda de fogo, diferente do inferno, que é negro e tenebroso. Este do purgatório tem chamas grandes, muito grandes e vermelhas. E as almas. Ali, são iluminadas, interiormente, pela graça. Porque conhecem a verdade, assim como a determinação do tempo. Aqueles que tem pecado grave são enviados a este fogo pelos anjos, e aí ficam conforme a qualidade dos pecados que cometeram.
A santa dizia que, por cada pecado mortal não expiado, naquele fogo ficaria a alma por sete anos. Embora nessa zona ou esfera inferior as chamas do fogo envolvam todas as almas, atormentam, todavia, umas mais que as outras, segundo sejam mais graves ou mais leves os pecados.
Fora esse lugar do purgatório, à esquerda, ficam os demônios que fizeram com que aquelas almas cometessem os pecados que agora expiam. Censuram-nas, mas não lhes infligem quaisquer outros tormentos.
Pobres almas! Fá-las sofrer mais, muito mais, a visão desses demônios do que o próprio fogo que as envolve. E, com tal sofrimento, gritam e choram, sem que, neste mundo, consiga alguém fazer uma idéia. Fazem-no, contudo, humildemente, porque sabem que o merecem, que a justiça divina está com a razão. São gritos como que afetuosos, e que lhes trazem certa consolação. Não que sejam afastadas do fogo. Não, a misericórdia de Deus, tocada por aquela resignação, das almas sofredoras, lança-lhes um olhar favorável, olhar que lhes alivia o sofrimento e lhes deixa entrever a glória da bem-aventurança, para onde passarão.
Santa Francisca Romana viu um anjo glorioso conduzir aquele lugar a alma que lhe havia sido confiada, à guarda, e esperar do lado de fora, à direita. É que os sufrágios e as boas obras que os parentes, os amigos, ou quem quer que seja, lhes fazem especialmente por intenção da alma, movidos pela caridade, são apresentados, pelos anjos da guarda, à divina majestade. E os anjos, comunicando às almas o que por elas fazemos nós, aliviam-nas, alegram e confortam. Os sufrágios e as boas obras que fazem os amigos, por caridade, especialmente pelos amigos do purgatório, aproveita principalmente a quem os faz, por causa da caridade. E ganham as almas e ganhamos nós.
As orações, os sufrágios e as esmolas feitos caridosamente pelas almas que já estão na glória, e que já não necessitam, revertem às almas ainda necessitadas, aproveitando a nós também. E os sufrágios que se fazem às almas que jazem no inferno? Não os aproveita nem uma nem outra - nem as do inferno, nem as do purgatório, mas unicamente a quem os faz.
A zona ou região média do purgatório está dividida em três partes: a primeira, cheia duma neve excessivamente fria; a segunda, de pez fundido, misturado a azeite em ebulição; a terceira, de certos metais fundidos, como ouro e prata, transparentes. Trinta e oito anjos aí recebem as almas que não cometeram pecados tão graves que mereçam a região inferior. Recebem-nas e transportam-nas dum lugar a outro com grande caridade: não lhe são os anjos da guarda, mas outros que, para tal, foram obrigados pela divina misericórdia.
Santa Francisca nada disse, ou não a autorizou a dizê-lo o superior, sobre a mais elevada região do purgatório.
Nos céus, os anjos fiéis tem sua hierarquia: três ordens e nove coros. As almas santas, que sobem da terra, ficam nos coros e nas ordens que Deus lhes indica, segundo os méritos. É uma festa para toda a milícia celeste, mais particularmente para o coro onde a alma santa deverá regozijar-se eternamente em Deus.
O que Santa Francisca viu na bondade de Deus a deixou profundamente impressionada, sem que pudesse falar da alegria que lhe ia no coração. Frequentemente, nos dias de festa, sobretudo depois da comunhão, quando meditava sobre o mistério do dia, o espírito, arrebatado ao céu, via o mesmo mistério celebrado pelos anjos e pelos santos.